Canadá pode se tornar cliente do maior avião produzido no Brasil

A Embraer Defesa e Segurança está avaliando a possibilidade de ofertar ao Canadá a sua aeronave de transporte tático KC-390
O primeiro voo do KC-390 foi realizado no dia 3 de fevereiro de 2015 (Embraer)
O primeiro voo do KC-390 foi realizado no dia 3 de fevereiro de 2015 (Embraer)
Protótipo do primeiro Embraer KC 390, o maior avião já desenvolvido no Brasil
Protótipo do primeiro Embraer KC 390, o maior avião já desenvolvido no Brasil

No âmbito da competição que vai selecionar a nova aeronave de asa fixa para missões de busca e salvamento (SAR) da Força Aérea Real do Canadá (Royal Canadian Air Force –RCAF), a Alenia Aermacchi e Airbus Defence & Space já enviaram as suas propostas, tendo ofertado, respectivamente os aparelhos C-27J e o C295 (confira na galeria abaixo todos os concorrentes da Embraer nesta disputa).

Também é dada como certa a participação da Lockheed Martin com o HC-130J, haja vista a RCAF já opera dezessete unidades de uma série parecida.

As aeronaves a serem adquiridas nessa competição, cuja solicitação de proposta foi emitida no último mês de março, irão substituir seis unidades do De Havilland Canada CC-115 Buffalo e treze unidades do Lockheed Martin CC-130H Hercules, atualmente em operação na RCAF.

A Embraer foi uma das empresas que recebeu a soliticação, e, segundo o seu CEO, Jackson Schneider, “está avaliando seriamente a possibilidade de participar desse processo”. “Nossa proposta pode ser muito atraente”, acrescentou, em notícia publicada site Flightglobal.

A empresa canadense Viking Air, que adquiriu da Bombardier Aerospace os direitos de fabricação das antigas aeronaves produzidas pela De Havilland Canada, está cogitando participar da competição ofertando uma versão modernizada do antigo Buffalo, denominada DHC-5NG, equipada com motores turboélice Pratt & Whitney Canada PW150, um glass cockpit de última geração e totalmente compatível com o uso de OVN (Óculos de Visão Noturna).

Veja mais: Embraer entrega primeiro caça AF-1 modernizado à Marinha

A Bell-Boeing chegou a considerar a possibilidade de ofertar o seu tiltrotor V-22 Osprey para a competição, entretanto desistiu de fazê-lo haja vista sua aeronave não se enquadra no perfil definido pela proposta canadense.

Compare o tamanho do KC-390 com o Boeing 737-800
Compare o tamanho do KC-390 com o Boeing 737-800

Os fabricantes devem enviar as suas propostas até o próximo dia 28 de setembro. O resultado da competição está previsto para o primeiro semestre de 2016.

Os concorrentes do Embraer KC 390:

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  1. O KC-390 tem superioridade e viabilidade operacional superior, o problema é a barreira política.

  2. Creio que faz todo sentido para Embraer participar dessa concorrência, afinal, quanto mais prospectar o KC-390, melhor, entretanto a aeronave brasileira ainda está em fase de desenvolvimento, e suas garantias de desempenho baseiam-se tão somente nas informações providas pelo fabricante. Em termos práticos, por mais que seja promissor, o KC-390 continua sendo uma incógnita.

    Pela lógica, C-130 e C-27 são favoritos, haja vista o Canadá já o opera o C-130J Super Hercules, sem considerar que do ponto vista logístico, o C-27 traz facilidades devido a alguma comunalidade de componentes com a aeronave da Lockheed Martin.
    O próprio C295 tem alguma chance, afinal é propulsionando por motores Pratt & Whitney Canada.

  3. O KC-390 é apenas um protótipo. Ele ainda tem muitos vôos de testes a realizar e muito a provar após entrar em operação. Só o tempo dirá se ele é superior. O Hércules já provou isto. Além do Hércules (novos e usados) ele tem o UAC/HAL MTA como concorrente (Já com 150 encomendas confirmadas). Antonov An-178 que voou recentemente. Kawasaky C-2 que poderá ser exportado. Os chineses também anunciaram o desenvolvimento de uma nova aeronave de transporte com capacidade de carga de até 28 toneladas. Qualquer aeronave com capacidade entre 18 e 28 toneladas é concorrente do KC-390.

  4. Xô agoro, vai dar BRASIL, breve veremos o KC voando pelos quatro cantos do mundo.
    Exemplo como esse da EMBRAER, deveria servir de exemplo para o governo e a MARINHA (COM NOTÁVEL QUADRO DE ENGENHEIROS NAVAIS)projetar e construir no A.M.R.J. seu primeiro por helicópteros ou porta aviões e não pagar uma fortuna por essa sucata chamada SÃO PAULO.

  5. Vou ficar torcendo. Evidente que a disputa é acirrada, porém não devemos ser tão negativistas assim como o senhor André Sarmento “especialista” em aviação. Sou patriota e quero o melhor para o meu país Brasil. Os políticos passam, o povo e a nação fica.

  6. Senhor Gilson Alvarenga

    Eu não sou negativista. Eu sou realista. Há uma diferença. O KC-390 pode concorrer a vontade no Canadá mas ele não ganhará. O governo canadense não teria como justificar a compra dele sendo a Embraer concorrente da Bombardier e com um grande aliado como os EUA tendo uma aeronave no caso o C-130J para oferecer. A Embraer pode até participar deste tipo de concorrência mas ela dificilmente vai ganhar. O Brasil não tem peso político e econômico para apoiá-la. FATO.

  7. André, todos falaram o mesmo do tucano, mas hoje ele voa na Raf e na Usaf, alias, o q é bom para Raf, é bom para todas as forças aéreas

  8. Você está equivocado. A Força Aérea Americana adquiriu o Super Tucano e não o Tucano para doá-los ao Afeganistão para usá-los em missões de ataque e não treinamento como a RAF usa o Tucano. O Super Tucano nunca ganhou uma concorrência na qual o requerimento era por uma aeronave de treinamento. Ele é super dimensionado para a tarefa. Este foi um dos motivos pelos quais T-6 Texan II foi escolhido para o programa JPATS e não o Super Tucano. Quando a USAF quis uma aeronave de ataque ela optou pelo Super Tucano.

  9. Esse danado é bonito e imponente, sempre circula por aqui em SJC, a rota que ele faz para pousar depois de passar pelo marker beacom, coincide com o edifício onde resido, ele atravessa a cidade para fazer o pouso, em muitas vezes nem pousa, apenas toca na pista e arremete novamente, doido para cumprir a meta de homologação, quando eu estava na EMBRAER, voei muitas vezes para o R J com o Brasília com a mesma finalidade.

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