O Raider ficará sediado em três bases aéreas, incluindo a atual onde estão os B-2 (Northrop Grumman)

O mais novo bombardeiro invisível aos radares dos EUA, o B-21 Raider, só deverá voar pela primeira vez no início de 2022, revelou na segunda-feira, 31, o Major General Mark Weatherington, comandante da 8ª Força Aérea. Até então a misteriosa aeronave desenvolvida pela Northrop Grumman estava programada para realizar seu voo inaugural em dezembro de 2021.

Por outro lado, o oficial da USAF estimou que a capacidade inicial operacional (IOC na sigla em inglês) deverá ser obtida antes do previsto, ou seja, ainda na primeira metade da década. A 8ª Força Aérea é a divisão responsável por todos os ativos aéreos com capacidade de transportar artefatos nucleares. Segundo o Janes, os EUA possuem atualmente uma frota de 157 bombardeiros: 76 B-52H, 61 B-1B e 20 B-2, o único deles com capacidade stealth.

O plano do Pentágono é modernizar os B-52H e iniciar a aposentadoria do B-1B já em 2021 com a retirada de serviço de 17 aeronaves. Já o B-2, avião mais caro da história, será substituído à medida que a Northrop Grumman passar a entregar o B-21. O Raider, como se sabe, possui uma configuração semelhante a do Spirit, ou seja, uma asa voadora. Porém, a ‘segunda geração’ de bombardeiro stealth promete ser bem mais eficiente e barata que o B-2.

A informação divulgada pelo Major General contrasta com recente declaração do diretor do programa do B-21, Randall Walden, que em agosto que o cronograma seguia dentro do esperado, apesar dos efeitos da pandemia. Para manter o desenvolvimento em dia, a força aérea escalou um avião não revelado para voar com os aviônicos e subsistemas do B-21 a fim de testá-los em paralelo à fabricação do primeiro protótipo pela Northrop Grumman. “Temos uma aeronave de teste de voo na qual instalamos alguns desses subsistemas para mitigar os riscos de atraso”, afirmou Walden.

O B-21 Raider está sendo construído nas instalações da Força Aérea em Palmdale, Califórnia. A chamada “Plant 42” tem sido utilizada pelo governo dos EUA há muitas décadas como um local seguro para que os fornecedores possam desenvolver projetos avançados sem riscos de vazamento.

Após ser concluído, o B-21 decolará em direção à Base Aérea de Edwards, há cerca de 37 km, onde passará por longos testes antes de ser considerado operacional. O novo bombardeiro pode ter de 100 a 200 unidades encomendadas, segundo rumores na imprensa americana.

O B-2 será aposentado à medida que a Northrop Grumman passe a entregar os primeiros B-21 (USAF)

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