Avião mais caro da história, F-35 pode ter encomendas reduzidas nos EUA

Novo caça multi-missão das forças armadas norte-americanas já consumiu mais de US$ 400 bilhões
O F-35B pode realizar pousos e decolagens verticais por meio de um complexo sistema que movimenta a altera do motor (Foto - US Navy)
O F-35B pode realizar pousos e decolagens verticais (US Navy)
O F-35B pode realizar pousos e decolagens verticais por meio de um complexo sistema que movimenta a altera do motor (Foto - US Navy)
O F-35B pode realizar pousos e decolagens verticais (US Navy)

Essa é a opinião do Senador John McCain, Presidente da Comissão das Forças Armadas no Senado dos Estados Unidos. Segundo McCain, os EUA terão de cortar os números de caças F-35 que pretendiam comprar.

Num breve comunicado à imprensa, John McCain sinalizou que o ambicioso projeto do Pentágono, que previa a aquisição de 2.443 unidades do F-35, distribuídos pelos três modelos da aeronave e destinados à Força Aérea (F-35A, para USAF), Marines (F-35B, para USMC), e Marinha (F-35C, para US Navy), precisa ser revisto. Para o senador, esses números estão fora de sintonia com a realidade do orçamento. Ele afirmou que o crescimento nos custos do programa significará menos aeronaves.

“Teremos que reduzir a compra”, afirmou. “Os números já estão sendo revistos, e não vão ser tantos como antes.”

O Senador John McCain, conhecido por ser um ferrenho crítico do F-35, tem batido na tecla que programa está comprometido devido aos grandes atrasos e extrapolações contínuas do orçamento. A ideia de reduzir a quantidade de aeronaves encomendadas, entretanto, é um assunto delicado para o Departamento de Defesa.

Durante anos, o Pentágono e os apoiadores do programa no Congresso mantiveram o patamar de 2.443 aeronaves como algo intocável, refutando todas as iniciativas então realizadas no intuito de rever esses números.

Recentemente, entretanto, houve uma mudança nesse comportamento quando o General Joseph Dunford, Chefe do Estado Maior conjunto das Forças Armadas, admitiu que o Pentágono, diante de uma nova realidade estratégica, estava analisando se o número de 2.443 aeronaves era pertinente. Essa mesma postura foi seguida pelo Almirante John Richardson, que afirmou no último dia 18 de setembro, durante a audiência onde ele foi nomeado Chefe de Operações Navais, que ele iria reavaliar a quantidade apropriada de aeronaves (F-35C) que o US Navy precisa.

O desenvolvimento do F-35 já consumiu US$ 400 bilhões e o caça ainda não está completo (Reprodução)
O desenvolvimento do F-35 já consumiu US$ 400 bilhões e o caça ainda não está completo (Reprodução – Pentagon Choises)

Essas opiniões combinadas criam um ambiente mais do que favorável para que o assunto relativo à aquisição dos F-35 seja revisto de forma mais ampla, como defende o Senador John McCain.

Cadaná cogita abandono

Para piorar a situação, na segunda-feira (19), o liberal Justin Trudeau, Primeiro-ministro eleito do Canadá, afirmou que pretende abandonar o programa do F-35 em prol de uma alternativa mais barata. Até então, os canadenses haviam planejado a aquisição de 65 aeronaves, embora o processo esteja parado desde 2010.

Se Trudeau efetivar os seus planos, o Canadá se tornará o primeiro parceiro internacional do programa a abandonar o projeto. Também participam do projeto Austrália, Israel, Itália, Japão, Holanda, Noruega, Coreia do Sul, Turquia e Reino Unido.

Fonte: Cavok

Veja mais: EUA planejam novo bombardeiro invisível

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  1. Gasta-se tanto com guerra, e guerra contra a própria raça. Parece clichê o comentário, mas pense … 400 bilhões investidos na nossa sociedade de maneira direta, com certeza resolveria muitos problemas. Que utopia!!!

  2. Acho que o Brasil poderia ajudar comprando pelo menos uns 30 aviões desses. Seria com certeza a frota mais moderna da America Latina. Além de dar crédito a um aliado histórico.

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