A caçada ao almirante Yamamoto

Comandante-chefe da marinha japonesa foi o responsável por elaborar o ataque a Pearl Harbor, em 1941
Os americanos sabiam o dia, hora e local por onde o avião de Yamamoto iria passar (Ron Cole)
Os americanos sabiam o dia, hora e local por onde o avião de Yamamoto iria passar (Ron Cole)
Os americanos sabiam o dia, hora e local por onde o avião de Yamamoto iria passar (Ron Cole)
Os americanos sabiam o dia, hora e local por onde o avião de Yamamoto iria passar (Ron Cole)

Considerado um dos maiores estrategistas militares da história, o almirante Isoroku Yamamoto foi quem elaborou o devastador ataque a Pearl Harbor, no Havaí, em dezembro de 1941, mesmo sabendo das consequências que o Japão poderia sofrer mais adiante. A ofensiva que deixou mais de 2,4 mil mortos, além de destruir boa parte da frota da Marinha dos Estados Unidos posicionada no Oceano Pacífico, custou caro ao Japão e, sobretudo, para Yamamoto.

O ataque a Pearl Harbor foi uma missão “preventiva”, na qual o Japão ganhou uma vantagem de seis meses em relação aos EUA e tempo suficiente para invadir diversos territórios no Pacífico com pouca ou nenhuma resistência. E Yamamoto esteve à frente de praticamente todas essas operações. No entanto, tinha plena consciência do que estava fazendo. “Receio que tenhamos acordado um gigante adormecido”, declarou o almirante logo após o ataque ao Havaí.

E foi justamente a ofensiva a Pearl Harbor que levou os EUA para a Segunda Guerra Mundial. A nação liderada pelo então presidente Franklin D. Roosevelt, que considerou o ataque uma “infâmia”, atuou em todas as frentes de combate e teve papel fundamental na vitória dos Aliados. Yamamoto, porém, não viveu para testemunhar a derrota do Japão.

Yamamoto ingressou na Marinha do Japão com apenas 20 anos (Domínio Público)
Yamamoto ingressou na Marinha do Japão com apenas 20 anos (Domínio Público)

Sangue de samurai

Filho do samurai Sadayoshi Takano, Yamamoto, que nasceu em 4 de abril de 1884, conhecia muito bem os americanos. O homem que se tornaria o comandante-chefe da Marinha Imperial do Japão foi adotado por uma tradicional família japonesa (o também clã samurai Yamamoto), estudou na Universidade de Harvard e tinha pleno domínio do idioma inglês, assim como dos costumes do país e conhecimento sobre sua infraestrutura industrial. Essa experiência o fez discordar duramente de uma eventual guerra contra os EUA, ardorosamente defendida pelos militares japoneses. Mas ele não foi ouvido.

Yamamoto ingressou na Marinha japonesa em 1904 e imediatamente já foi enviado ao combate. O então marinheiro serviu no encouraçado Nisshin durante a Guerra Russo-Japonesa, no que foi a primeira demonstração da capacidade militar do Japão no século XX.

Os japoneses aniquilaram as forças russas no Pacífico e tomaram para si grandes porções da Rússia Oriental, que seriam retomadas somente no final da Segunda Guerra Mundial. Durante a batalha naval de Tsushima o navio de Yamamoto foi atacado, o que lhe custou a perda de dois dedos na mão esquerda.

Enviado para casa, Yamamoto decidiu estudar a pegar em armas. Em 1914 ingressou na Escola Naval da Marinha Imperial e dois anos depois alcançou a patente de tenente. Em seguida foi para os EUA, onde conheceria de perto seu futuro inimigo.

Promovido a Almirante em 1938, após comandar diversos ataques bem sucedidos na China, Yamamoto era reconhecido por sua capacidade de antecipar os movimentos do inimigo e criar eficientes formas de combatê-los. Não fosse pelo comandante da Marinha, o Japão não teria investido no desenvolvimento de aeronaves e porta-aviões, que foram a ponta de lança do Japão nos conflitos durante a Segunda Guerra Mundial e também o artifício que levou a cabo o ataque a Pearl Harbor, até então uma missão inédita no mundo militar.

Começa a caçada

Dispostos a vingar as vítimas de Pearl Harbor, os EUA decidiram eliminar o Almirante japonês, o que também ceifaria do Japão um de seus melhores estrategistas, se não o melhor. Como Yamamoto previu, os japoneses não teriam condições de vencer os norte-americanos. Um ano após o ataque ao Havaí, o país já começava a sentir os efeitos das armas do Ocidente.

O ataque surpresa a Pearl Harbor deixou mais de 2.400 mortos e destruiu dezenas de embarcações dos EUA (Domínio Público)
O ataque a Pearl Harbor deixou mais de 2.400 mortos e destruiu dezenas de navios (Domínio Público)

Todos os territórios conquistados pelo Japão no final da década de 1930 foram retomados um a um em algumas das batalhas mais sangrentas da Segunda Guerra Mundial, como a reconquista das ilhas de Salomão e Guadalcanal, que eram pontos estratégicos fundamentais, tanto para o Japão como para os EUA e os Aliados.

O trabalho de inteligência secreta dos EUA já havia quebrado o código de comunicação japonês, que era realizado por uma máquina de mensagens criptografadas semelhante a “Enigma”, utilizada pela Alemanha nazista – e que foi desvendada pela Inglaterra. Desta forma, os americanos sabiam de todos os movimentos do Japão.

No dia 14 de abril de 1943, foi interceptada a mensagem de rádio que o comando norte-americano mais aguardava, revelando a posição de Yamamoto. O comunicado dizia que o Almirante japonês iria partir das ilhas Rabaul (tomadas dos ingleses) para um inspeção de tropas e equipamentos nas Ihas Salomão em apenas quatro dias. Os americanos, no entanto, estavam determinados a interromper essa viagem, que seria realizada por dois bombardeiros Mitsubishi G4M “Betty” escoltados por seis caças A6M Zero.

Os bombardeiros Mitsubishi G4M "Betty" também era utilizado como transporte de pessoal (Domínio Público)
Os bombardeiros Mitsubishi G4M também era utilizado como transporte de pessoal (Domínio Público)

Operação Vingança

Com a informação nas mãos, o comando dos EUA imediatamente traçou o plano para derrubar o avião de Yamamoto. A missão, que recebeu o nome “Operação Vingança”, foi elaborada às pressas. Decidiu-se que seria formada uma força com 16 caças Lockheed P-38 Lightning baseados em Guadalcanal equipados com tanques de combustível auxiliares para alcançar a formação de aviões japoneses, que estava a cerca de 1.600 km de distância.

Na manha do dia 18 de abril de 1943, a formação de aeronaves japonesas partiu de Rabaul para uma viagem de aproximadamente 500 km, que deveria ser realizada em menos de três horas. Muito antes disso, os P-38 dos EUA já estavam no ar voando a toda velocidade rasando as ondas para evitarem os radares japoneses.

A formação japonesa foi atacada de forma fulminante por 16 caças P-38 (Domínio Público)
A formação japonesa foi atacada de forma fulminante por 16 caças P-38 (Domínio Público)

Às 9:34 no horário de Tóquio naquele dia, os caças americanos avistaram a formação japonesa voando a cerca de três mil metros de altura e partiram para o ataque a toda velocidade.

Nenhum avião japonês avistou os caças americanos se aproximando e rapidamente toda a formação foi destruída. Os Zeros tiveram poucas chances de manobrar, tampouco a aeronave que transportava Yamamoto e mais dois importantes comandantes japoneses. Apesar da desvantagem, um dos aviões japoneses abateu um P-38 americano, que foi a única baixa na missão.

O tenente Barber recebeu uma medalha de honra pelo abate do avião que transportava Yamamonto (Domínio Público)
O tenente Barber recebeu uma medalha de honra pelo abate do avião que transportava Yamamoto (Domínio Público)

O bombardeiro que transportava o Almirante japonês teve seu motor esquerdo atingido e partes da asas se quebraram, o que fez o avião perder o controle até cair na floresta de Buin, na Papua Nova Guiné. O abate foi creditado ao tenente Rex T. Barber, que se vangloriou do fato até o ano de sua morte, em 2001.

A aeronave que transportava Yamamoto foi encontrada no dia seguinte por uma patrulha australiana, frustando a operação de busca do Japão. O corpo do Almirante foi encontrado nos destroços, mas não foi a queda que o matou. Em seu corpo foram encontrados buracos de bala no ombro e na cabeça, evidenciando a falta de blindagem dos aviões japoneses – esse foi o maior defeito dos aviões japoneses no conflito, cujo projetistas julgavam ser impossíveis de abater e por isso abriam mão do peso extra da blindagem para obterem melhores desempenhos em velocidade e manobrabilidade.

A morte do Almirante Yamamoto foi comunicada ao povo japonês somente no dia 21 de abril, o que devastou a mente da população e militares, que o consideravam umas das maiores fontes de inspiração para continuar lutando, apesar de sua aversão ao conflito. Após esse dia, o desconfiança passou a imperar no Japão, que se renderia dois anos depois após os ataques nucleares em Hiroshima e Nagasaki.

Fonte: War History

Veja mais: O ataque a Pearl Harbor que não deu certo

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Fábio
Fábio
6 anos atrás

Outro excelente artigo.

Tulio Cazzaniga
Tulio Cazzaniga
6 anos atrás

Poderia também fazer uma reportagem com relação a Guerra no Vietnã ?

ADRIANO PAES
ADRIANO PAES
6 anos atrás

COMO DE SEMPRE ÓTIMA MATÉRIA MUITO LEGAL E MUITO INTERESSANTE, E VAI EMA DICA PRA GALERA QUE CURTI O SITE, O FILME YAMAMOTO QUE É UMA PRODUÇÃO JAPONESA DE ÓTIMA QUALIDADE E SE MOSTRA UMA SUPER PRODUÇÃO, SÓ UM DETALHE O FILME SE BASEIA NO NAVIO YAMAMOTO E NÃO DA PESSOA MAS É ESPETACULAR ME SURPREENDEU BASTANTE.

José Carlos de Almeida
6 anos atrás

È sempre bem vindo matérias como essa,principalmente aos mais antigos é um pena que não se fação mais filmes como esse e outros do gênero.

José Carlos de Almeida
6 anos atrás

parabéns pela matéria é sempre bom relembrar sértas pasagem que nos dias de hoje estão cada vez mais raras.

José Carlos de Almeida
6 anos atrás

Gostaria de ver publicada uma matéria sobre uma missão da Rafe para bombardear uma pedra gigante que dava cobertura a uma fabrica de água pesada alemã.

Celito Medeiros
Celito Medeiros
6 anos atrás

Infelizmente ninguém até hoje de fato ganhou guerra alguma! Que guerra os EUA ganharam? A segunda Guerra Mundial até hoje não está bem contada, as diferenças entre os países dominadores é que foram o motivo principal, imaginem Alemanha, Itália e Japão unidos, só mesmo com os Aliados para darem combate, e mesmo assim, a história de Pearl Harbor pode ter sido uma isca para os Japoneses, pois precisavam de um bom motivo para dar fim à guerra usando bombas atômicas, hoje proibidas, mas ainda na mão de dominadores que insistem em ameaçarem por força. Quando o código de transmissões de mensagens Japonesas foi quebrado, também existe a história de um comandante de fragata que ajudou os Japoneses por questão humanitária, na alimentação de peixes. Basta pesquisar na web: Ponha um Tubarão no seu Tanque… Gosto de textos interessante e este foi um deles, valeu Thiago!

Luciano
Luciano
6 anos atrás

Grande reportagem. Poderia ser feito um filme sobre esse grande fato da história.

Capriacci
Capriacci
6 anos atrás

Grandes estrategista militares. Leônidas ( Esparta ), Rommel ( Alemanha ), Montgomery ( Inglarerra ), Yamamoto ( Japão), Ho Chi Min (Vietnã do Norte, que liquidou com os Americanos) e o nosso bravíssimo Duque de Caxias.

Rodrigo
Rodrigo
6 anos atrás

Muito boa a reportagem. Infelizmente, temos uma cultura que observa as grandes guerras basicamente a partir dos pontos de vistas europeu e dos EUA e sempre com enfoque maior na Alemanha. Seria interessante ler mais sobre outros personagens desses eventos cruciais que, bem ou mal, formaram nossa sociedade atual.

Priscila Mendes
Priscila Mendes
6 anos atrás

Muito boa a matéria, parabéns!

Alex Gomes
Alex Gomes
6 anos atrás

Excelente matéria…não havia lido ainda algo tão detalhado…parabéns.

Luiz Carlos
Luiz Carlos
6 anos atrás

Thiago, excelente pesquisa…parabéns.

jose carlos borges
jose carlos borges
6 anos atrás

parabéns pela matéria.!!!

Giuliano SPFC
Giuliano SPFC
6 anos atrás

Certa vez ouvi de um descendente de Japonês, que esse negócio de que o Japão pegou os EUA de calças curtas em Pearl Harbour foi pura cascata dos EUA, eles nunca seriam pegos de calças curtas no Pacífico, eles meio que deixaram Pearl Harbour acontecer de propósito pra ter um pretexto realmente forte e apoio irrestrito do povo americano para entrar de cabeça na Guerra, eles já davam algum apoio aos aliados, sabiam de tudo que estava acontecendo, mas não participavam ativamente do conflito antes de Pearl Harbour acontecer.

Marien
Marien
6 anos atrás

Super legal a matéria. Senti falta de mais detalhes de como ele planejou o ataque a Pearl Harbor.

Daniel
Daniel
6 anos atrás

O que isso tem a ver numa situação em que estamos. Onde qualquer país quer aprender a soltar bomba

RENATO
RENATO
6 anos atrás

Show de bola essa história… mas infelizmente mentes brilhantes são usadas para estratégias militares. Infelizmente o mundo foi configurado por guerras, Geopolítica servindo como ferramenta de guerra.

ricardo camillo da silva
ricardo camillo da silva
6 anos atrás

pode me responder o porquê do ataque aos americanos?

Brás F lima
Brás F lima
6 anos atrás

Legal! Sugiro fazer uma reportagem sobre o terrível estupro coletivo das mulheres do Monte Cassino, na Itália, cometido pelos soldados marroquinos em maio de 1944. Aliás existem muito pouco ou quase nada de relatos sobre esse covarde e funesto episódio da II Guerra Mundial.

Juarez
Juarez
6 anos atrás

Boa a reportagem, e por isso que digo também: TV Escola, o canal da educação! A História da II Guerra Mundial em vários episódios, na hora de passar de novo. Antes da rendição japonesa os americanos sofreriam ainda os ataques dos Kamikazes, e batalhas duras nas ilhas Iwo Jima e Okinawa seriam travadas.

Fabio Silva
6 anos atrás

A impressão é de que USA havia decifrado o código japonês antes do ataque a Pearl Harbour . USA necessitava de um motivo para entrar oficialmente no conflito antes que a Inglaterra fosse batida e por qual motivo os porta-aviões estavam fora do porto realizando “manobras” ?

Paulo Fernando
Paulo Fernando
6 anos atrás

Celito Medeiros, de fato, os Norte Americanos não ganharam guerra alguma ISOLADAMENTE. A segunda Grande Guerra foi vencida pelos aliados e neste rol, se inclui o Brasil. Alemães, Italianos e Japoneses eram aliados ( chamado eixo) mas o eram apenas com interesses individuais, ou seja, não havia interesse comum numa eventual vitória, tanto que a povo italiano e japonês eram contra a guerra. Os japoneses, por exemplo, não tinham qualquer interesse na Europa, pois a mola propulsora para o ataque aos norte-americanos foram os vários embargos econômicos promovidos ou impulsionados por estes. Texto excelente. Parabéns Thiago.

Anna Maria Cafaro
Anna Maria Cafaro
6 anos atrás

Muito interessante a matéria sobre Yamamoto. A Segunda Grande Guerra foi palco de episódios decisivos que marcaram nossa civilização.Parabéns!

Sérgio Sasaki
Sérgio Sasaki
6 anos atrás

Parabéns pelo texto, muito bom… e principalmente, imparcial… coisa RARA EM TEXTOS ESCRITOS POR JORNALISTAS NO BRASIL!

Mauricio
6 anos atrás

belo roteiro pra se fazer um filme, se é que ainda não existe um

Murilo
Murilo
6 anos atrás

Muito interessante a reportagem. Quando puder, faça uma sobre o Holocausto Japonês – a famosa Unidade 731.

Dorival Masone
Dorival Masone
6 anos atrás

BELO ARTIGO……..APRENDEMOS SEMPRE……..GOSTARIA DE UMA REPORTAGEM QUE FALE DAS MIÚDES DA GUERRA DO PARAGUAI…………

Marcio de gois vilela
Marcio de gois vilela
6 anos atrás

Excelente matéria, esclarecedora e empolgante!

Paulo Fernando
Paulo Fernando
6 anos atrás

Giuliano SPFC, acha mesmo que os americanos iriam deixar um bombardeio praticamente acabar com sua marinha no Pacífico, sem contar a quantidade de marinheiros mortos, apenas para ter pretexto de entrar na guerra? Acho muito difícil isso ter acontecido.

Eduardo H.
Eduardo H.
6 anos atrás

Fazendo um adendo, ele foi adotado pela família Yamamoto, que nao tinha filhos e o patriarca era de alta patente na marinha Japonesa, na verdade ele nasceu como Isoroku Takano, filho de um professor, que na epoca tinha 56 anos (Tanto que a escrita de seu nome é em japones, 56). Nascido na provincia de Niigata, atual cidade de Nagaoka,
Na Harvard University interessou pela aviacao naval, o que inclusive o ajudou a galvar o posto de almirante.
Ele tambem foi 1º ministro japones

Paulo Tadeu França Danese
Paulo Tadeu França Danese
6 anos atrás

Muito bom o seu artigo. Instrutivo, com muitas informações sobre a guerra.

douglas
douglas
6 anos atrás

GIULIANO SPFC é verdade foi pretexto dos EUA

Adriano R M Marinho
Adriano R M Marinho
6 anos atrás

A frota americana em Pearl Harbor era antiga e com muitos navios remanescentes da primeira guerra mundial. O que havia de melhor na marinha americana não se encontrava ancorado lá.

Russo
Russo
6 anos atrás

Afe até que enfim um artigo que vale a pena ler na UOL, parabéns…

elguajiro
elguajiro
6 anos atrás

É cada besteira que se escreve.Os EUA não precisavam deixar pearl harbor desguarnecida.Bastava o ataque japoneis para os EUA se defenderem e entrar na guerra.O que o japão fez se chama traição.Atacou sem declarar guerra.Qto as bombas atomicas,elas puseram fim à guerra onde iriam morrer mais 1 milhao de pessoas.Se o japão ou alemanha tivessem a bomba a teriam usado tb?Hitler não estava pelejando para fazer a mesma bomba?O japão não estava em guerra com os EUA?Na guerra qq arma é valida até ser proibida.O japão fez por merecer.Qdo acabou a guerra a russia declarou guerra ao japão.Foi dissuadida pelos EUA.Depois da guerra os EUA emprestaram 50 bilhões de dolares para a reconstrução de varios paises.Qual outro país do mundo fez isto?Karakas!!!!!!!

Róger V.
Róger V.
6 anos atrás

Texto/post/reportagem muito acima da média do UOL.
Por mais que sejam todas as informações facilmente encontradas na Wikipedia, ler esse texto no portal faz bem para a mensalidade que pago ao UOL, visto que eu não iria na Wikipedia procurar sobre o Almirante Yamamoto.

Daniel
Daniel
6 anos atrás

Parabens pelo documentario!
Ja estive no Hawaii em Pearl Harbor mas como não sei falar ingles não sabia nada oque guia turistico estava dizendo

marcos
marcos
6 anos atrás

Excelente reportagem . Gostaria de alguma reportagem sobre Tojo, outro nome de relevância na 2ª guerra.

Parabéns

Rogerio
Rogerio
6 anos atrás

Muito mas muito boa esta matéria. Até que enfim algo inteligente de se ler. Parabéns ao jornalista.

Wagner Leite
Wagner Leite
6 anos atrás

O que eu li em um livro, cujo nome não recordo, da Coleção Aventuras Vividas Flamboyant (livros fantásticos, recomendo muito, mas só são encontrados hoje em sebos) é que Yamamoto alertou os japoneses que o Japão só conseguiria ter vantagem na guerra por dois anos. Depois a superioridade da economia americana levaria a uma reviravolta e, no fim, à derrota do Japão. Por esse motivo, ele teria um plano secreto, que não revelava a ninguém, que permitiria derrotar os americanos em dois anos. Sabendo disso através de espiões, e certos de sua competência, os americanos acharam ser importante elimina-lo. Não se tratou, portanto, de vingança.

Wendell Gueiros
Wendell Gueiros
6 anos atrás

Que texto interessante! sem ufanismos! e nem parcialidade! mas acho importante registrar que apesar de toda a visão lúcida, coerente e estratégica de Yamamoto em relação aos Americanos, nada foi levado em consideração pelos beligerantes comandantes japoneses e mesmo assim ele lutou com honra e brilhantismo, mesmo tendo ciência dos motivos questionáveis, atitudes cada vez mais raras em nossos dias.

Wagner Moraes
Wagner Moraes
6 anos atrás

Não foi uma missão tão inédita assim não. Em 11 de novembro de 1940 a Royal Navy lançou um ataque de torpedeiros Swordfish, que partiram do porta-aviões HMS Illustrious, e atacaram a base da Marinha Italiana em Taranto,colocando fora de ação metade da frota italiana.Este ataque, inclusive, serviu como fator importante para o planejamento do ataque a Pearl Harbour.

marcelo
6 anos atrás

Interessante essa história. A morte de um herói japonês

Carlos Jéter
Carlos Jéter
6 anos atrás

caro tiago,

excelente artigo com ótimas informações.

Parabéns.

Paul Muadib
Paul Muadib
6 anos atrás

Algumas pessoas dizem que os EUA foram assassinos pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki mas não sabem as atrocidades que os japoneses fizeram antes de serem derrotados. Foram massacres imensuráveis e na história da humanidade foi o país que teve o maior expansão territorial através de dominação. Invadiu Russia, China, sudeste asiático, e a maior parte da Oceania.

Molina
Molina
6 anos atrás

Thiago, como sempre excelente artigo, parabéns, posso estar errado, mas não devo, as ilhas Midway não foram reconquistadas porque não chegaram a ser tomadas pelos japoneses, a batalha que teve o mesmo nome foi uma batalha defensiva e ponto de virada no pacifico pois os EUA perdeu nela apenas um porta-aviões enquanto os japoneses perderam de quatro a cinco porta aviões e grande número de aviões e pilotos de elite. Isto custou muito caro ao Japão porque, ao contrário dos EUA, não tinha como repor nem barcos, nem aviões e nem mesmo pilotos. Me corrija se estiver errado

Celso Souza
Celso Souza
6 anos atrás

Matéria excelente, porém, há uma incorreção no texto quanto fala em “reconquista das ilhas de Midway e Guadalcanal”. Guadalcanal esteve sob domínio japonês, entretanto, Midway não foi conquistada pelos japonêses. Eles até tentaram essa conquista alguns meses após o ataque a Pearl Harbour, mas não conseguiram e ainda perderam três porta-aviôes nessa tentativa.
Concordo com o que GIULIANO SPFC expõe sobre os EUA terem “permitido” o ataque de “surpresa” a Pearl Harbour. Churchil insistia para que os EUA entrassem na guerra, mas o povo americano era contra entrar em uma guerra que era dos outros. Esse ataque foi usado como pretexto para a entrada dos EUA no conflito. Eu creio que se o ataque fosse realmente uma surpresa, os três porta-aviões americanos estariam no porto em Pearl Harbour e seriam destruídos pelo ataque. Inclusive o que os japoneses pretendiam nesse ataque era justamente destruir os porta-aviões americanos que operavam no pacífico.

Renê
Renê
6 anos atrás

Prezado Adriano Paes,

O Filme ao qual você se refere, não tem nenhuma alusão ao Almirante Yamamoto.
Ele é uma homenagem ao navio Yamato, o maior encouraçado da segunda guerra mundial.
No Japão existe o Museu Yamato na província de Kure que possui uma réplica do Navio em escala reduzida.

Abs a todos que gostam do assunto WWII

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