O primeiro Airbus A321XLR da American Airlines, matrícula N300NY, já está montado, pintado, testado e tecnicamente pronto para voar — mas continua parado na fábrica da Airbus em Hamburgo, Alemanha. O motivo: os assentos da cabine ainda não chegaram.
Apesar da entrega oficial ter ocorrido dias atrás, a aeronave segue estacionada em solo europeu. Fontes da indústria apontam que o interior ainda não foi instalado por conta de atrasos na cadeia de suprimentos, especialmente no fornecimento dos assentos das classes executiva, premium economy e econômica.
O layout da cabine da American para o A321XLR inclui 20 assentos na classe executiva no padrão 1‑1, 12 assentos premium em configuração 2‑2 e cerca de 176 lugares no total, dependendo da configuração final.
Crise da cadeia de suprimentos
A American havia previsto iniciar as operações com o A321XLR ainda em 2025, usando a aeronave em rotas transcontinentais nos EUA e, posteriormente, em voos internacionais de médio curso, aproveitando o alcance estendido de até 8.700 km do modelo.
No entanto, enquanto o problema com o interior não for resolvido, a aeronave permanecerá fora de operação. A expectativa é que o N300NY seja enviado para um centro de armazenamento na República Tcheca, onde aguardará a instalação dos assentos antes de ser levado aos Estados Unidos.
A situação representa um obstáculo logístico no início da integração do A321XLR à frota da American, que tem mais 49 unidades encomendadas.

A companhia aérea dos EUA escolheu o motor Leap 1-A33X para propulsionar suas aeronaves, que foi certificado no ano passado e não passa pelos mesmo problemas do rival Pratt & Whitney GTF.
A crise da cadeia de suprimentos entre as grandes fabricante tem postergado entregas em meio a uma grande demanda de aeronaves mais eficientes.
A escassez de jatos novos têm obrigado muitas companhias aéreas a manter antigas aeronaves e até mesmo realizar retrofits de cabines para mantê-los mais confortáveis e equipados para seus passageiros.
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