Airbus registra avião que pode voar de SP a Miami em uma hora

Patente de aeronave capaz de atingir 5.500 km/h combina turbinas, foguetes e ramjets
O "ultra-avião" da Airbus, ao menos no papel, pode voar a velocidade máxima de 5.500 km/h (Imagem - Patent Yogi)
O “ultra-avião” da Airbus, ao menos no papel, pode voar a velocidade máxima de 5.500 km/h (Imagem – Patent Yogi)
O "ultra-avião" da Airbus, ao menos no papel, pode voar a velocidade máxima de 5.500 km/h (Imagem - Patent Yogi)
O “ultra-avião” da Airbus, ao menos no papel, pode voar a velocidade máxima de 5.500 km/h (Imagem – Patent Yogi)

O destino internacional mais procurado pelos brasileiros é a ensolarada Miami, mas o voo pode ser cansativo. O tempo de viagem a bordo dos Boeing 777 da Tam, por exemplo, é de aproximadamente 7 horas e meia. Agora imagine fazer essa viagem em apenas uma hora?

A Airbus registrou recentemente uma patente com o nome “Veículo aéreo ultra-rápido e outros métodos de locomoção aérea”. O documento disponível na internet propõe uma aeronave de médio porte que pode reduzir drasticamente o tempo de viagens aéreas. Ainda em fase de estudos, o projeto combina motores a jato, foguetes e ramjets, um novo tipo de motor a jato com partes móveis que esta sendo desenvolvido por diferentes fabricantes.

Com todos esses motores, usados em diferentes fases do voo, a aeronave seria capaz de atingir até mach 4,5, ou 5.500 km/h. É mais que o dobro da velocidade máxima do Concorde, o último avião de passageiros supersônicos e até hoje sem um substituto.

Além da ultra velocidade, a patente da Airbus ainda aponta a capacidade de alcance de 9.000 km e teto máximo de 35 mil metros, altitude que somente foguetes e aviões militares conseguem atingir atualmente, e com muito custo.

A patente da Airbus também contém ideias para reduzir os efeitos “sonic boom”, onda de choque que é gerada quando uma aeronave voa em velocidades supersônicas (acima de 1.225 km/h).

Como explica o texto, a aeronave, ao voar em ângulo vertical em média atitude, consegue dissipar a onda de choque por todos os lados, impedindo que ela reflita no solo e causa danos materiais, além do susto. O Concorde, por exemplo, podia ser “ouvido” a mais de 300 km de distância quando voava em velocidades supersônicas sobre um continente. Com essa nova tecnologia, a Airbus espera reduzir esse efeito pela metade.

Como funciona?

Apesar de possuir três tipos de motores, o trio não funciona em conjunto durante o voo, mas sim um de cada vez. Os jatos seriam usados durante as fases de taxiamento no aeroporto e pousos e decolagens e depois recolhidos para a fuselagem e assim melhorar a aerodinâmica para o voo supersônico. Os foguetes entram na segunda fase, acelerando a aeronave em voo vertical até atingir a altitude máxima de cruzeiro. Nessa fase as asas (o “elevator”) na traseira ainda mudam de posição para melhorar o fluxo de ar ao redor do “ultra-avião”.

Os foguetes servem para a fase de aceleração até a altitude de 35 mil metros de altitude (Imagem - PatentYogi)
Os foguetes servem para a fase de aceleração até a altitude de 35 mil metros de altitude (Imagem – PatentYogi)

Ao nivelar entre 30 mil e 35 mil metros de altitude, entram em ação os ramjets levando a aeronave a velocidade máxima de 5.550 km/h. Para melhor acomodação dos passageiros, a Airbus sugere assentos “hammocks”, a conhecida rede de balanço, mas de última geração.

Veja mais: Primeiro voo do Concorde completa 40 anos

Para melhorar o conforto no voo supersônico, a Airbus sugere assentos com bases "flutuantes", como redes de balanço (Imagem - PatentYogi)
Para melhorar o conforto no voo supersônico, a Airbus sugere assentos com bases “flutuantes”, como redes de balanço (Imagem – PatentYogi)

Nessa velocidade é possível realizar a movimentada rota Londres – Nova York em apenas uma hora (o Concorde fazia em 3 horas), ou ir de São Paulo até Lisboa em aproximadamente 3 horas. O ultra-avião da Airbus, no entanto, ainda não tem data para sair do papel.

O vídeo abaixo do PatentYogi mostra como o projeto da Airbus pode funcionar:

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Coll
Coll
7 anos atrás

O Corpo humano sem proteção não aguenta!!!! Logo vão ter que divulgar, uma coisinha a mais para poder embarcar o povo.

Agora começa a sair a tecnologia escondida, a décadas.

Quem voa tão rápido assim hoje e vemos sempre quando vamos aos campos floridos!!!!!????

tadeu
6 anos atrás

“Ramjet” é um motor SEM PARTES MÓVEIS.

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