O maior Boeing 737 já produzido recebeu aprovação para entrar em serviço comercial. A Administração Federal de Aviação (FAA) certificou o 737 MAX 10 nesta terça-feira, 20, permitindo que a Boeing inicie as entregas de uma aeronave com capacidade para até 230 passageiros.
O MAX 10 tem 43,8 metros de comprimento, cerca de 1,7 metro a mais que o MAX 9. Também é consideravelmente maior que o 737-100 original, que entrou em operação em 1968 com apenas 28,7 metros de comprimento.
A fuselagem mais longa obrigou a Boeing a desenvolver um trem de pouso principal exclusivo para o MAX 10. Para garantir espaço suficiente para a cauda durante a rotação na decolagem, sem aumentar os compartimento das rodas do 737, o trem se estende cerca de 24 cm e depois se retrai, permitindo o encaixe na estrutura existente.
A Boeing desenvolveu o MAX 10 para disputar o segmento superior do mercado de corredor único. Em configuração típica de duas classes, acomoda de 185 a 210 passageiros, enquanto na configuração de máxima densidade a capacidade chega a 230.
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A aeronave tem alcance de 5.740 km. Seu principal concorrente, o Airbus A321neo, pode transportar até 244 passageiros e tem alcance de cerca de 7.400 km na versão padrão.

A aprovação da FAA também libera um grande volume de entregas pendentes. A Boeing recebeu pedidos para 1.555 unidades do MAX 10 de mais de 30 clientes, o que representa mais de 30% da carteira atual de pedidos do 737 MAX - a GOL está entre elas e deve receber o primeiro deles em 2028.
A canadense WestJet deve ser a primeira companhia aérea a receber o modelo. A empresa tem 60 unidades do MAX 10 encomendadas diretamente à Boeing e acordos para outras 13 por meio da Aviation Capital Group.
As entregas podem começar nos próximos meses, segundo a Boeing. A Ryanair, outro grande cliente, espera receber as primeiras 16 aeronaves no início de 2027.
Novos requisitos de segurança
O MAX 10 tornou-se o primeiro avião comercial certificado sob todos os requisitos do Aircraft Certification, Safety, and Accountability Act (ACSAA), legislação adotada nos Estados Unidos em 2020 após os dois acidentes fatais com o MAX 8.

A certificação exigiu documentação adicional de avaliações de segurança e análises de fatores humanos. A Boeing informou que o processo gerou dezenas de milhares de páginas de documentação e incluiu mais de 2.000 horas de testes em voo e cerca de 1.000 horas de testes em solo.
Entre as mudanças incorporadas ao MAX 10 está um sistema aprimorado de Ângulo de Ataque (AoA), projetado para oferecer proteção adicional contra dados incorretos de sensores e reduzir a carga de trabalho dos pilotos. A Boeing planeja tornar o sistema padrão em toda a família MAX.
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A FAA emitiu um certificado de tipo emendado para o MAX 10 e atualizou o Production Limitation Record da Boeing, permitindo que o fabricante produza a variante para entrega aos clientes.
A decisão também conclui a certificação da família 737 MAX. O menor MAX 7, outro modelo que permaneceu em desenvolvimento por anos, recebeu aprovação da FAA em 3 de agosto.



