A Boeing estima que a frota global de aeronaves comerciais ultrapassará 50 mil aviões até 2045, um aumento de quase 80% em relação aos níveis atuais, impulsionado pela duplicação do tráfego de passageiros nas próximas duas décadas.
A projeção, divulgada antes do Farnborough International Airshow como parte do relatório anual Commercial Market Outlook (CMO) da Boeing, aponta para uma demanda de 43.625 novas aeronaves entre 2026 e 2045. Cerca da metade dessas entregas deve substituir jatos mais antigos e menos eficientes, em vez de ampliar as frotas das companhias aéreas.
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Os aviões de corredor único continuarão liderando o mercado, respondendo por 33.545 entregas, ou quase 77% da demanda total. A Boeing também prevê necessidade de 7.715 aeronaves widebody, 1.435 jatos regionais e 930 cargueiros de fábrica no período.
Segundo a fabricante, o tráfego de passageiros crescerá a uma média anual de 4%, impulsionado pela maior demanda em economias emergentes, expansão contínua de rotas ponto a ponto e uma variedade mais ampla de modelos de negócios das companhias aéreas, desde operadoras de ultra baixo custo até empresas focadas no segmento premium.
A previsão indica que mercados emergentes e em desenvolvimento — incluindo China, Índia, Sudeste Asiático, Oriente Médio, América Latina e África — responderão por 55% de todas as entregas de aeronaves. Mercados maduros como América do Norte, Europa, Nordeste Asiático e Oceania representarão os 45% restantes, com a demanda por substituição ganhando importância crescente.

A Boeing também projeta crescimento contínuo no setor de carga aérea, apesar de recentes turbulências geopolíticas. O tráfego de carga aérea deve aumentar 3,7% ao ano até 2045, sustentando a demanda por mais de 2.900 cargueiros, incluindo aeronaves novas e conversões de passageiros para cargueiro.
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A perspectiva é divulgada enquanto a Boeing trabalha para retomar o ritmo de produção após anos de interrupções na fabricação e atrasos em certificações. Embora a empresa reconheça restrições de curto prazo que afetam as entregas, afirma que elas dificilmente mudarão a trajetória de crescimento de longo prazo do setor.
A última projeção da Boeing está em linha com o panorama de mercado de longo prazo divulgado pela Airbus no mês passado. Ambas as fabricantes esperam crescimento sustentado do transporte aéreo global nas próximas duas décadas, embora a disputa por novos pedidos esteja cada vez mais voltada para a Ásia, Oriente Médio e outros mercados de aviação em rápida expansão.



