Boeing se aproxima da certificação do 737 MAX 7 e MAX 10 após anos de atrasos
Autoridades da FAA e da EASA afirmam que processo final de aprovação está próximo da conclusão para os dois últimos modelos MAX
A Boeing está prestes a alcançar um marco importante na campanha de certificação da família 737 MAX, marcada por longos atrasos, com reguladores dos Estados Unidos e da Europa indicando que a aprovação do MAX 7 e do MAX 10 entrou nas etapas finais.
Representantes da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) e da Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) afirmaram nesta semana que a maior parte do trabalho restante envolve a finalização de documentação e etapas finais de validação, em vez da resolução de grandes questões técnicas.
“Estamos avançando muito bem no encerramento das últimas ações”, disse Florian Guillermet, diretor executivo da EASA, durante uma conferência sobre segurança. Ele acrescentou que o processo de certificação agora se concentra na conclusão da papelada e das revisões pendentes.
O vice-administrador da FAA, Chris Rocheleau, classificou o trabalho restante como basicamente “ajustes finais” e afirmou que as duas agências estão coordenando de perto para alinhar suas decisões de certificação.
As duas aeronaves são os últimos integrantes da família 737 MAX que ainda aguardam certificação. O MAX 7 é a menor variante, enquanto o MAX 10 é a maior e de maior capacidade.
A Boeing acumula 280 pedidos líquidos para o MAX 7 e 1.468 para o MAX 10, segundo os dados mais recentes do fabricante. O MAX 10, maior, é considerado especialmente relevante por competir diretamente com o Airbus A321neo, atualmente o modelo mais vendido da fabricante europeia.
Boeing 737 MAX 10 (Boeing)
Configurado para classe única, o MAX 10 pode transportar até 230 passageiros e oferece às companhias aéreas uma opção de maior capacidade sem necessidade de migrar para um widebody.
A certificação de ambos os modelos sofreu atrasos de vários anos, principalmente devido a questões relacionadas ao sistema de anti-gelo dos motores. A Boeing tem trabalhado com os reguladores em uma solução definitiva, enquanto busca aprovação para medidas provisórias que permitam a entrada em serviço das aeronaves.
A relação da FAA com a EASA ficou significativamente mais complexa após os dois acidentes fatais com o 737 MAX em 2018 e 2019, levando os reguladores europeus a conduzirem análises mais independentes dos projetos da Boeing. Ambas as agências, porém, afirmam que a cooperação melhorou consideravelmente nos últimos anos.
O administrador da FAA, Bryan Bedford, declarou no mês passado que espera que o MAX 7 receba certificação durante o verão do hemisfério norte, enquanto a aprovação do MAX 10 pode ocorrer até o fim do ano.