Bombardeiro B-52 que testava novo radar cai logo após decolar nos EUA
Aeronave do programa CERP chegou ao centro de testes da Califórnia em dezembro de 2025 e tinha oito ocupantes a bordo. Não houve sobreviventes
Um bombardeiro Boeing B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) caiu logo após a decolagem na Base Aérea de Edwards, Califórnia, nesta segunda, 15 de junho, vitimando as oito pessoas a bordo.
Segundo a Reuters, o bombardeiro realizava uma missão de teste quando caiu pouco após sair do solo. A tripulação era composta por militares, civis do governo e contratados. A Boeing confirmou posteriormente que dois de seus funcionários estavam entre as vítimas.
A aeronave envolvida era o B-52H de matrícula 60-0061, pertencente ao 412th Test Wing em Edwards. Diferentemente da maioria dos B-52 operacionais, baseados na Louisiana e Dakota do Norte, o bombardeiro havia voado para o centro de testes de voo da Califórnia em 8 de dezembro de 2025 para apoiar a avaliação de um novo radar de varredura eletrônica ativa (AESA).
O avião estava equipado com o radar APQ-188, derivado do AN/APG-79, utilizado pelo caça F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA, e foi adaptado para as missões de longo alcance realizadas pela frota de jatos Stratofortress.
B-52H serial number 60-0061 crashed shortly after takeoff from Edwards Air Force Base, California, on June 15. #b52 #usaf pic.twitter.com/dwq31zNHw3
— Air Data News (@airwayaviation) June 16, 2026
O acidente ocorreu no mesmo dia em que um bombardeiro estratégico russo Tupolev Tu-22M3 também caiu durante um voo de treinamento na Sibéria.
O coronel James Hayes, da USAF, informou que a aeronave caiu na pista logo após a decolagem e que o acidente foi rapidamente considerado sem possibilidade de sobrevivência. O impacto e o incêndio após a queda levaram a Base Aérea de Edwards a suspender as operações de voo enquanto os danos à pista são avaliados.
O B-52 equipado com o novo radar AESA chega à Base Aérea de Edwards
A perda representa o primeiro acidente com B-52 desde o ocorrido em Guam em 2016, quando todos os sete tripulantes sobreviveram.
O B-52 passa por um dos mais extensos programas de modernização de sua história. Além do novo radar APQ-188, a aeronave recebe motores Rolls-Royce F130, aviônicos atualizados e sistemas de comunicação projetados para manter o bombardeiro em operação até a década de 2050.
Atualmente, apenas variantes B-52H permanecem em serviço. A frota deve operar em conjunto com o Northrop Grumman B-21 Raider, atualmente em testes de voo e projetado para ser o próximo bombardeiro furtivo de nova geração da Força Aérea.