Cade aprova compra da SKY Airline pelo Grupo Abra no Brasil
Operação entre a companhia aérea chilena e a dona da GOL e Avianca ainda depende do aval das autoridades de concorrência do Chile e do Peru para ser concluída
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição da SKY Airline pelo Grupo Abra, holding que controla as companhias aéreas GOL e Avianca. Com a decisão, o processo regulatório está concluído no Brasil, mas a operação ainda depende da análise das autoridades de concorrência do Chile e do Peru.
O acordo foi anunciado em novembro de 2025 e prevê a integração da companhia aérea chilena ao grupo por meio de uma troca de ações. Como parte da transação, a família Paulmann Mast, controladora da SKY, passará a deter uma participação minoritária no Grupo Abra.
Ao analisar a operação, o Cade avaliou possíveis impactos em segmentos como transporte de passageiros, cargas e voos fretados, incluindo rotas internacionais que envolvem aeroportos brasileiros. Segundo a autoridade antitruste, a presença de concorrentes como LATAM, Azul e JetSmart mantém níveis suficientes de competição nos mercados examinados.
O Grupo Abra foi criado em 2022 e reúne atualmente as operações da Avianca e da GOL, além de um investimento estratégico na Wamos Air. Segundo dados divulgados pelas empresas quando do anúncio do acordo, o conglomerado transporta mais de 70 milhões de passageiros por ano e opera uma frota combinada superior a 300 aeronaves.
Boeing 737 MAX 8 da GOL (Zurich Airport)
Fundada em 2011, a SKY Airline tornou-se uma das principais companhias de baixo custo da América do Sul. A empresa opera atualmente uma frota de 36 aeronaves Airbus, composta por 29 jatos A320neo e sete A321neo.
Quando anunciaram o acordo preliminar, Abra e SKY afirmaram que a companhia chilena continuaria operando sob sua própria marca durante o processo de integração. As empresas também informaram que não haveria mudanças imediatas para passageiros, fornecedores ou funcionários.
A aquisição amplia a presença do Grupo Abra no mercado sul-americano, adicionando à sua estrutura uma companhia com operações relevantes no Chile, Peru e outros mercados regionais. A conclusão da transação, no entanto, ainda depende das aprovações regulatórias pendentes fora do Brasil.