O Departamento de Estado dos EUA aprovou uma possível venda de até quatro aviões de reabastecimento em voo Boeing KC-46A Pegasus para o Catar, que pode se tornar o terceiro cliente internacional do jato derivado do 767.
A venda militar estrangeira, comunicada ao Congresso dos EUA em 20 de agosto, tem valor estimado em US$ 4,5 bilhões. Como de praxe nessas notificações, o valor representa o pacote máximo, não necessariamente o valor de um contrato futuro.
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O Catar solicitou quatro KC-46A, juntamente com oito motores Pratt & Whitney PW4062, incluindo quatro sobressalentes, além de um pacote substancial de sistemas defensivos, equipamentos, treinamento, peças de reposição e suporte logístico.
A configuração proposta inclui receptores de alerta de radar AN/ALR-69A e sistemas de contramedidas infravermelhas para grandes aeronaves (LAIRCM), destinados a proteger os aviões contra mísseis guiados por infravermelho.

A notificação ao Congresso é uma etapa importante no processo de Vendas Militares Estrangeiras dos EUA, mas não representa um pedido firmado de aeronaves. O Catar poderá negociar posteriormente o escopo final e o valor da aquisição.
Quarto operador do KC-46
A Força Aérea dos EUA segue como o maior cliente e operador. A Boeing informou em maio que 107 KC-46A já estavam em operação na força, parte de um programa que agora soma 168 aeronaves contratadas entre seus clientes.
O Japão foi o primeiro cliente internacional e o primeiro operador estrangeiro do Pegasus. A Força Aérea de Autodefesa do Japão continua ampliando sua frota após o pedido inicial de quatro aeronaves.
Israel é o operador mais recente. A Boeing entregou o primeiro KC-46 ao país em maio de 2026, com seis aeronaves atualmente contratadas. Os aviões israelenses foram adaptados para requisitos locais e são conhecidos como “Gideon” no serviço israelense.

O Catar avalia a aquisição de um reabastecedor moderno há mais de uma década. Em 2014, o país escolheu o Airbus A330 MRTT e era esperado que adquirisse duas aeronaves, mas o negócio não resultou em entregas e o Catar não figura mais entre os clientes do modelo.
A necessidade voltou à tona em 2020, quando a Royal Air Force do Reino Unido informou que auxiliava a Força Aérea do Catar na avaliação de opções para uma possível aquisição de reabastecedores, porém, novamente não houve um acordo.
Boeing, Pratt & Whitney, RTX e Northrop Grumman foram apontadas pelo governo dos EUA como as principais contratadas para o pacote proposto do KC-46.
