Não deu pro Gripen: Colômbia negocia compra de caças Rafale da França

Jato de combate francês desbanca o F-16 e o Gripen na pré-seleção do novo caça da Força Aérea Colombiana
O Rafale está em operação na França e no Egito; Qatar e agora a Índia estão da fila de espera (Divulgação)
Compra do Rafale no Iraque ainda não é descartada (Divulgação)

O Ministro da Defesa da Colômbia, Iván Velásquez Gómez, confirmou nesta quarta-feira (21) que Bogotá tem uma “pré-negociação” para a compra de caças Dassault Rafale da França. As aeronaves deverão substituir os antigos jatos israelenses IAI Kfir da Força Aérea Colombiana (FAC), que foram adquiridos em 1989 de segunda mão e estão próximos do limite estrutural – a frota atual é composta por 19 aviões com idade média de 42 anos.

Em comunicado, o governo colombiano diz que selecionou a oferta da Dassault pois o Rafale foi considerado a melhor opção em “termos de preço, eficiência e operacionalidade” para as necessidades da nação. A FAC tem interesse em adquirir 16 exemplares do avião de combate francês, o que deve exigir um investimento de 15 trilhões de pesos (cerca de R$ 16 bilhões). Outras opções analisadas pelo país foram o Lockheed Martin F-16 e o Saab Gripen.

O informe da presidência colombiana também cita que uma hora de voo do Rafale é aproximadamente 30% mais barata que a hora de voo do Kfir, estimada hoje em 89 milhões de pesos (cerca de R$ 93.674).

Além da aquisição dos novos caças, todas as ofertas estudadas pela Colômbia contemplaram propostas de “off-set” como compensação industrial. “Isso significa que a Colômbia terá transferência de conhecimento e tecnologia para um maior crescimento do setor aeronáutico, cibersegurança e defesa aeroespacial do país”, diz o comunicado.

O Kfir, fabricado em Israel, é uma "cópia melhorada" do caça francês Mirage III (facmilitar)
O Kfir colombiano; aeronave é uma espécie de cópia do Dassault Mirage 5 (facmilitar)

Embora ainda não exista um contrato assinado entre Colômbia e França, os dois países mantém discussões sobre a negociação do Rafale há mais de 12 anos. A pré-seleção do caça francês também deixa clara a nova postura do governo colombiano sob a batuta do presidente esquerdista Gustavo Petro, que busca se distanciar da influência dos EUA.

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  1. Nada mais lógico que a escolha do Rafale e é por um simples detalhe: o Kfir nada mais é do que um Mirage modificado pela IAI, então, a Forca Aérea Colombiana continuara operando com toda a filosofia da Dassault no uso desta nova plataforma.

  2. Em Brasil foram entregues em 8 anos apenas 4 avioes gripens, se a Colômbia quiser ficar sem cacas até 2050 compre o gripen se quiser ter 16 caças em 2023 compre o rafalle.

  3. Mais uma vez eu tenho que ler “pérolas” de “especialistas” no assunto. É uma pena pessoas não procurarem adquirir conhecimento, contentam-se em continuarem ignorantes.

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