Comissários de bordo da WestJet entraram em greveneste domingo, 2 de agosto, após o fracasso das negociações contratuais, levando a segunda maior companhia aérea do Canadá a cancelar centenas de voos durante um dos períodos de maior movimento do ano.
A paralisação envolve cerca de 4.400 tripulantes representados pelo Sindicato Canadense dos Empregados Públicos (CUPE), que reivindica pagamento aos comissários desde o momento em que se apresentam para o trabalho até o encerramento do expediente, e não apenas pelas horas de voo creditadas.
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A WestJet confirmou a greve após ter emitido um aviso de bloqueio durante o processo de negociação. A companhia informou ter oferecido um aumento salarial de dois dígitos no primeiro ano do novo acordo, além de remuneração pelo tempo gasto antes e depois dos voos, mas a proposta foi rejeitada.
A empresa afirmou que os passageiros afetados terão direito a reembolso ou alternativas de viagem. Até a tarde de domingo, a WestJet já havia cancelado cerca de 600 voos desde sexta-feira, após reduzir proativamente sua malha para evitar aeronaves e passageiros retidos em sua rede.
A companhia opera uma frota de 165 aeronaves, incluindo 158 Boeing 737, que são a base de suas operações domésticas e transfronteiriças. Voos regionais operados pela frota De Havilland Dash 8 Q400 da WestJet Encore continuam em diversas regiões da malha, embora ajustes de horários ainda possam ocorrer.
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As negociações seguiram em Calgary após a formação de piquetes em vários aeroportos. Representantes sindicais afirmaram que continuam dispostos a retomar as negociações caso a companhia aérea apresente uma proposta melhor.
A disputa gira em torno de um modelo de remuneração ainda comum na maior parte da América do Norte, no qual comissários recebem a maior parte do salário apenas após o início do deslocamento da aeronave. O CUPE argumenta que esse sistema deixa os tripulantes sem remuneração por atividades como embarque de passageiros, preparação da cabine e permanência a bordo após a chegada.
O governo federal do Canadá não interveio na disputa, embora especialistas em relações trabalhistas afirmem que Ottawa pode recorrer ao Artigo 107 do Código do Trabalho do Canadá caso a paralisação persista e os impactos se agravem. Intervenção semelhante encerrou a greve dos comissários da Air Canada no ano passado, medida que foi criticada por entidades sindicais.



