A Dinamarca planeja adquirir dois aviões de patrulha marítima Boeing P-8A Poseidon, informou o ministro da Defesa, Jeppe Bruus, nesta semana durante a Cúpula da OTAN em Ancara.
O governo dinamarquês não divulgou o valor estimado da aquisição nem o cronograma previsto para entrega.
As aeronaves têm o objetivo de ampliar a capacidade da Dinamarca de monitorar as águas ao redor da Groenlândia e das Ilhas Faroe, duas regiões do Reino da Dinamarca que ganharam maior importância estratégica à medida que a OTAN intensifica sua atividade militar no Ártico e no Atlântico Norte.
Segundo o ministério da Defesa, o P-8A também ajudará a Dinamarca a cumprir as metas de capacidade da OTAN em guerra antissubmarino, missão para a qual o Poseidon foi desenvolvido especificamente.
Atualmente, a Dinamarca utiliza aeronaves Bombardier Challenger 604 para missões de patrulha marítima. A Força Aérea Real Dinamarquesa opera três desses jatos executivos nessa função, principalmente para vigilância, controle pesqueiro, monitoramento ambiental e apoio a operações de busca e salvamento.

Essas aeronaves passaram por uma modernização nos últimos anos, recebendo novos equipamentos de missão, incluindo radar e melhorias no cockpit. Ainda assim, o Challenger 604 é uma plataforma menor e mais limitada em comparação ao P-8A, que pode transportar sonoboias, torpedos e sensores dedicados à guerra antissubmarino.
O plano de aquisição segue uma análise iniciada no ano passado, quando Copenhague anunciou que avaliava opções de novas aeronaves de patrulha marítima com capacidade de caça a submarinos para reforçar a vigilância na Groenlândia e nas Ilhas Faroe.
O anúncio também ocorre após críticas recorrentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a Dinamarca não faz o suficiente para defender a Groenlândia. Trump também defendeu o controle norte-americano sobre o território ártico, alegando preocupações de segurança nacional ligadas à Rússia e à China.
O P-8A Poseidon é baseado no jato comercial Boeing 737-800ERX e já é operado por vários membros da OTAN, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Noruega e Alemanha. O Canadá também selecionou a aeronave para substituir sua frota de CP-140 Aurora.
