Empresa dos EUA quer ressuscitar o clássico “barco voador” Catalina

Ícone da Segunda Guerra Mundial, avião anfíbio Catalina pode retornar ao mercado em versão modernizada para atender operadores civis e militares
Catalina Aircraft projeta nova geração do PBY Catalina para 2029 (The Catalina Preservation Society)

A Catalina Aircraft, empresa dos Estados Unidos detentora dos Certificados de Tipo do clássico Consolidated PBY Catalina, anunciou hoje (25) que planeja lançar uma nova geração do avião anfíbio que combateu na Segunda Guerra Mundial.

Chamado Catalina II Amphibious Turboprop, o “barco voador” modernizado já está pronto para receber pré-encomendas, anuncia a empresa que planeja lançar variantes da aeronave para uso civil e militar.

“O interesse no renascimento deste lendário [avião] anfíbio tem sido extraordinário. Os recursos que esta plataforma icônica modernizada oferece, sendo capaz de realizar tantas missões únicas e em uma variedade de segmentos de mercado, falam da herança da linha de produtos Catalina. O Catalina II é um anfíbio moderno com motores e aviônicos avançados e oferecerá recursos que nenhum outro anfíbio pode oferecer hoje.” disse Lawrence Reece, presidente da Catalina Aircraft.

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O MUSAL, no Rio de Janeiro, tem um PBY Catalina preservado (FAB)

A companhia com sede na Flórida afirma que o Catalina II será maior, mais rápido, terá maior alcance e capacidade de carga ampliada comparado ao modelo original do passado. O aparelho ainda será capaz de operar em pistas pavimentadas, de grama, terra, em lagos, rios, baías e em mar aberto (em estado de mar 3, capaz de enfrentar ondulações de até 3 metros), segundo a empresa.

A variante civil terá peso máximo de decolagem (MTOW) de 14.515kg, com capacidade para 34 passageiros ou 5.443 kg de carga, antecipou a Catalina Aircraft. Na versão militar, a empresa diz que o MTOW poderá ser ampliado para 18.143 kg.

O Catalina reformulado será impulsionado por motores turboélices e a aeronave será construída com materiais modernos e resistentes à corrosão, afirma a empresa, que programa as primeiras entregas do novo avião anfíbio para meados de 2029.

O Catalina foi encomendado pela Marinha dos EUA em 1933 (Domínio Público)

Brasil foi o último operador militar do Catalina

O projeto do PBY Catalina (PB de Patrol Bomber/Bombardeiro de Patrulha e Y, o código industrial da Consolidated Aircraft) foi encomendado pela Marinha dos EUA em 1933, acompanhado de um pedido de 60 aeronaves. O primeiro protótipo, ainda um hidroavião, voou em 1935 – a versão anfíbia, capaz de operar na água e em terra firme, voou no ano seguinte.

Na Segunda Guerra Mundial, o Catalina prestou um valioso serviço no combate a submarinos alemães, italianos e japoneses, operando com praticamente todas as nações que declaram guerra ao Eixo. Ao todo, 3.276 unidades da aeronave foram construídas, incluindo unidades montadas pela Boeing, Vickers e em fábricas na antiga União Soviética. É até hoje o hidroavião/avião anfíbio produzido em maiores quantidades na história da aviação.

O clássico PBY Catalina foi um duro combatente da FAB durante a Segunda Guerra Mundial (FAB)
PBY Catalina da FAB: avião anfíbio afundou um submarino alemão no litoral brasileiro em 1943 (FAB)

A Força Aérea Brasileira (FAB) foi um dos operadores do Catalina, tendo recebido os primeiros exemplares em 1943. No total, a FAB operou 24 exemplares da aeronave, que ganhou notoriedade no noticiário nacional ao afundar o submarino alemão U-199 no litoral brasileiro – em 31 de julho de 1943.

Encerrada o conflito, o modelo continuou em serviço com a FAB atuando principalmente como avião de busca e salvamento e prestando serviços com o Correio Aéreo Nacional, sobretudo da região da Amazônia. Após 39 anos de operações, em 1982 o avião anfíbio da Consolidated foi aposentado pela Aeronáutica, que foi o último operador militar do PBY Catalina.

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