EUA vão manter em serviço o avião A-10 ‘Javali’ até 2030
Jato Thunderbolt II, cujo apelido é o animal ‘Warthog’, mostrou ser ainda útil para a Força Aérea, a despeito das cinco décadas em operação
A Força Aérea dos EUA (USAF) decidiu manter o jato de ataque A-10 Thunderbolt II em serviço até 2030, estendendo em um ano a então previsão de aposentadoria em 2029, disse o Secretário da Força Aérea, Troy Meink.
“Nós vamos estender a plataforma A-10 ‘Warthog’ (Javali) até 2030”, escreveu ele, acrescentando que a decisão “preserva o poder de combate enquanto a Base Industrial de Defesa trabalha para aumentar a produção de aeronaves de combate.” Hegseth ecoou o anúncio, escrevendo: “Viva o Warthog.”
A mudança foi anunciada após a recente participação da aeronave na Operação Epic Fury, a campanha EUA-Israel contra o Irã que se intensificou no final de março. Os A-10 foram utilizados contra alvos de milícias no Iraque e na Síria e, de acordo com o Comando Central dos EUA, em ataques contra embarcações iranianas no Estreito de Ormuz. Uma aeronave foi perdida durante uma missão de busca e resgate em combate no início de abril, embora o piloto tenha sobrevivido.
Aeronave A-10 da Força Aérea dos EUA realiza reabastecimento aéreo com adaptador de sonda e drogue pela primeira vez. (USAF)
A confirmação da extensão da vida útil também ocorre após a Força Aérea testar um kit de conversão que permite ao A-10 receber combustível pelo método de mangueira e funil, em vez de seu tradicional receptáculo para lança rígida. A solução foi pensada para preencher uma lacuna criada pela aposentadoria dos aviões-tanque KC-10 e pela redução gradual da disponibilidade dos KC-135, que havia limitado as opções de reabastecimento para a aeronave.
A decisão também reverte um esforço de longa data da Força Aérea para aposentar o A-10, um jato de ataque subsônico introduzido em 1976 e originalmente projetado para combater formações blindadas na Europa. Com o tempo, tornou-se intimamente associado a missões de apoio aéreo próximo no Iraque e no Afeganistão, aproveitando seu poderoso canhão GAU-8 de 30 mm e capacidade de operar em baixa altitude por períodos prolongados.
O canhão de 30 mm sendo utilizado (USAF)
Apesar da extensão, grande parte da estrutura de suporte do A-10 já foi reduzida. A Força Aérea formou o que descreveu como sua última turma de pilotos de A-10 no início deste mês, e a área para estoque de peças foi desativada, levantando questões sobre como a frota será mantida até o final da década.
Legislações anteriores já haviam reduzido a frota, com 103 aeronaves previstas para permanecer em serviço até o final de 2026. Embora atualizações estruturais, como novas asas, tenham estendido a vida útil teórica da fuselagem, manter o A-10 além de 2030 provavelmente exigiria a reconstrução da capacidade de treinamento e manutenção que já foi descontinuada.