A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) confirmou que o B-21 Raider terá uma tripulação de dois pilotos, graças à automação avançada da aeronave, o que levou a um projeto para buscar uma nova função para oficiais que tradicionalmente ocupavam outros postos no cockpit dos bombardeiros anteriores.
O Departamento da Força Aérea apresentou um programa de transição que permitirá a oficiais selecionados de Sistemas de Armamento (WSO) e de Sistemas de Combate (CSO) participar do treinamento de pilotos antes de serem designados para a frota do B-21.
A iniciativa vai preservar a experiência operacional acumulada por esses oficiais, cujas funções tradicionais não são mais necessárias a bordo do Raider.
Aeronaves como o B-1B Lancer dependem de tripulações maiores, incluindo oficiais dedicados à gestão de missão, navegação e emprego de armamentos. O B-21 reúne essas funções em um cockpit para dois pilotos, apoiados por sistemas avançados embarcados.

Segundo a Força Aérea, a decisão foi tomada após avaliação das capacidades do Raider e concluiu-se que a configuração com dois pilotos atende melhor aos requisitos operacionais da aeronave.
Em vez de aposentar WSOs e CSOs experientes de bombardeiros ou realocá-los para outras funções, a Força Aérea vai converter oficiais selecionados em pilotos.
A medida também indica que a Força Aérea espera que a automação assuma muitas das tarefas que antes exigiam mais tripulantes em missões de ataque de longo alcance. Gestão de missão, fusão de sensores e emprego de armamentos têm migrado cada vez mais para softwares integrados, reduzindo a carga de trabalho no cockpit e permitindo que a tripulação se concentre em decisões táticas.
O objetivo da Força Aérea dos EUA é reter profissionais com ampla experiência em planejamento de ataques, operações de combate e execução de missões complexas em ambientes contestados.
O B-21 Raider está sendo desenvolvido pela Northrop Grumman como o próximo bombardeiro furtivo de nova geração da Força Aérea dos EUA, para substituir as frotas do B-1B Lancer e do B-2 Spirit. Ele será complementado pelo B-52J Stratofortress, variante modernizada equipada com novos motores e aviônicos atualizados.

Projetada para missões convencionais e nucleares, a aeronave conta com arquitetura de sistemas abertos, facilitando futuras atualizações e operações em espaço aéreo altamente defendido. Os testes em voo já começaram, e o primeiro exemplar operacional deve entrar em serviço ainda nesta década.
A Força Aérea planeja adquirir pelo menos 100 unidades do B-21, embora autoridades de alto escalão indiquem que a frota final pode superar esse número à medida que a instituição amplia sua capacidade de ataque de longo alcance para atender às demandas operacionais futuras.
