Gulfstream entrega o 100º jato executivo G700
Aeronave topo de linha entrou em operação em 2024 após campanha de certificação mais longa que o previsto
A Gulfstream entregou o 100º jato executivo G700, pouco mais de dois anos após a aeronave de ultralongo alcance receber a certificação da Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos.
A empresa também informou que o G700 já superou 100 recordes de velocidade entre pares de cidades desde o início das operações, incluindo voos recentes entre Savannah e San Jose, na Califórnia, e entre San Jose e Teterboro, em Nova Jersey.
O G700 foi lançado em 2019 como o maior e mais avançado jato executivo da Gulfstream, mirando o segmento de topo do mercado, dominado por aeronaves como o Bombardier Global 7500.
Na época do lançamento, a Gulfstream destacou as dimensões ampliadas da cabine, com até cinco ambientes e capacidade para até 21 passageiros. A aeronave utiliza motores Rolls-Royce Pearl 700 e atinge velocidade máxima operacional de Mach 0,935.
Sala estar a 50.000 pés de altitude: o G700 pode receber até 19 passageiros (Gulfstream)
O G700 recebeu a certificação da FAA em março de 2024, após uma campanha de testes e avaliações que se estendeu além do cronograma original da Gulfstream. O fabricante previa iniciar as entregas em 2022, mas exigências adicionais de certificação prolongaram o processo.
Segundo a Gulfstream, o jato pode voar até 7.750 milhas náuticas (14.353 km) a Mach 0,85 ou 6.650 milhas náuticas (12.316 km) a Mach 0,90.
Seu principal concorrente segue sendo o Bombardier Global 7500, que entrou em operação alguns anos antes e oferece alcance de 7.700 milhas náuticas.
O G700 tem preço estimado em mais de R$ 300 milhões (Gulfstream)
A aeronave e seus modelos derivados, G500, G600 e G800, foram brevemente envolvidos em uma disputa política no início deste ano, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticar atrasos do Transport Canada na validação dos modelos.
Trump ameaçou revogar a certificação dos jatos executivos da Bombardier nos Estados Unidos e impor tarifas sobre aeronaves fabricadas no Canadá caso as aprovações não fossem concedidas. As autoridades canadenses certificaram os quatro modelos da Gulfstream em fevereiro.