Presidente Lula enfrenta falha em Airbus C-105 Amazonas da FAB no Pará

Aeronave militar teve pane antes da decolagem; comitiva utilizou avião reserva para seguir viagem

Turboélice C-105 Amazonas
Turboélice C-105 Amazonas (FAB)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua comitiva precisaram desembarcar de um Airbus C-105 Amazonas da Força Aérea Brasileira (FAB) após uma pane técnica ser detectada antes da decolagem no Aeroporto de Belém, durante viagem oficial ao Pará, nesta sexta-feira, 32.

De acordo com informações confirmadas pela FAB, o problema ocorreu enquanto o grupo presidencial se preparava para voar da capital para a Ilha do Marajó. A equipe embarcou, mas foi orientada a deixar a aeronave devido à falha identificada durante procedimentos prévios à partida.

O C-105 Amazonas é um turboélice de médio porte, desenvolvido pela Airbus Defence & Space (anteriormente CASA) e operado pela FAB desde 2006. O modelo é utilizado principalmente para transporte de tropas, cargas e missões logísticas, com capacidade para operar em pistas curtas e não pavimentadas, o que facilita deslocamentos em regiões de infraestrutura limitada como a Amazônia.

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Apesar de não ser empregado para transporte regular do presidente, o C-105 foi utilizado nesta etapa da viagem devido às características do trajeto. O avião não faz parte da frota exclusiva de autoridades, composta por modelos como o Airbus A319CJ, que são configurados para missões governamentais de longo alcance.

O Airbus A319CJ presidencial foi adquirido durante o governo Lula, em 2004 (FAB)

Após a ocorrência, a comitiva foi transferida para uma aeronave reserva e pôde dar continuidade à agenda prevista. O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de renovação da frota de aviões presidenciais, tema já mencionado por Lula após outro incidente técnico ocorrido em outubro de 2024, que resultou em pouso de emergência durante viagem ao México.

Lula destacou que a substituição dos aviões utilizados por autoridades é uma medida institucional, visando garantir a segurança dos passageiros e a continuidade das operações oficiais. A discussão ocorre em um contexto de demandas logísticas específicas para o transporte governamental, especialmente em regiões de difícil acesso.

Durante a visita ao Pará, o presidente participou de eventos relacionados à preparação da COP30, a ser realizada em novembro. A programação prosseguiu normalmente após a troca da aeronave, incluindo compromissos em Belém e deslocamento planejado para São Paulo.