MAP Linhas Aéreas, de Manaus, anuncia voo internacional

Companhia aérea regional planeja voar para o Peru no segundo semestre de 2019; empresa também vai abrir novas rotas no Nordeste
A MAP é atualmente a única companhia aérea do Brasil que voa para cidades no interior do Amazonas (ATR)
(ATR)
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A MAP atua atualmente em 14 municípios nos estados do Amazonas e Pará (ATR)

À medida em que vem crescendo no mercado, a companhia aérea regional MAP, de Manaus (AM), também começa a chamar a atenção nos noticiários. A empresa manauara anunciou nesta semana que planeja iniciar operações nos estados do Acre e Ceará, até o final do segundo semestre deste ano, e também seu primeiro destino internacional, o Peru.

Alexandre Nascimento, gerente comercial da MAP, explicou que a inclusão de novos destinos no portfólio da companhia vai ajudar no desenvolvimento da região Norte do Brasil. “A maior oferta de voos deverá atrair investidores para a região, regrando, consequentemente, incremento econômico, por exemplo, no setor de turismo”, afirmou.

O gerente ressaltou que os estudos da companhia sobre novas rotas estão adiantados e que, em breve, será possível anunciar maiores detalhes. “A princípio, o voo para o Peru sairá de Manaus com escala em Rio Branco, no Acre, seguindo para Puerto Maldonado, no Peru”, adiantou.

A meta da MAP é que, este ano, o número de passageiros transportados pela companhia passe de 150 mil – alcançado em 2018 –, para 200 mil pessoas. “Para que de fato isso aconteça, estamos trabalhando para fortalecer e ampliar a atuação nos 14 municípios do Amazonas e Pará que são atendidos pela companhia e incluindo novas rotas”, destacou Nascimento.

Também como parte da estratégia de expansão da sua atuação, a MAP anunciará em breve o acordo de codeshare (voo compartilhado) firmado com uma companhia nacional, disse o gerente comercial. Segundo apurou o Airway, a empresa parceira será a Gol e o anúncio deve acontecer ainda neste mês. As duas companhias, porém, ainda não comentam o assunto.

Atualmente, a MAP mantém voos regulares para 14 municípios dos estados do Amazonas e do Pará. No Amazonas, a empresa atende a capital, Manaus, além de Parintins, Lábrea, Carauari, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Tefé, Eirunepé e Coari. No Pará, tem voos regulares para Belém, Porto Trombetas, Santarém, Itaituba e Altamira.

A empresa de Manaus também iniciou nesta semana os voos com uma nova aeronave, um turbo-hélice ATR 72-500. Com esta aquisição, a companhia passa a contar com três aviões modelo ATR 42, para 45 ocupantes, e três ATR 72, com capacidade para 66 passageiros.

O novo ATR 72-500 da MAP estreou no município amazonense de São Gabriel da Cachoeira (MAP)
O novo ATR 72-500 da MAP estreou no município amazonense de São Gabriel da Cachoeira (MAP)

Veja mais: Bombardier lança novo jato regional CRJ550

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Ronaldo Canelo
3 anos atrás

Voos internacionais de ATR ???

Marco Andrade
Marco Andrade
3 anos atrás

Daqui a pouco podem utilizar o E Jet 175 da Embraer para mais conforto dos clientes. O importante é manter a pontualidade e a segurança.

Marco Andrade
Marco Andrade
3 anos atrás

O Peru fica próximo a Rio Branco no Acre, e Puerto Maldonado deve ser próximo, como se fosse uma vôo “internacional regional”, dentro do alcance do ATR e de acordo com a demanda da rota…

Luiz Carlos Mendes
3 anos atrás

A única diferença entre voos nacionais e internacionais é a existência de uma fronteira no caminho. Distância a voar, existência de localidades alternativas, alcance do avião, isso sim influi.
Na época em que Aviões Avro da FAB faziam uma linha para Santiago do Chile, o problema era a cordilheira dos Andes. O referido avião não conseguia voar acima da cordilheira, precisava seguir por um “corredor”, que nem sempre estava aberto. Um Avro que se aventurou nessa rota uma vez teve um dos motores apagados por gelo ou chuva e prosseguiu monomotor. Como precisou baixar, acabou batendo a ponta de uma pá de hélice num dos picos. Por sorte a hélice que bateu foi a do motor que estava parado e embandeirado. Essa história me foi contada por um dos tripulantes. Tripulante esse, aliás, que já havia caído com um Catalina (ou C-47, não me lembro direito) na selva amazônica e ficado 5 dias na mata.

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