O México encomendou um segundo Lockheed Martin C-130J-30 Super Hercules apenas oito meses após adquirir sua primeira aeronave desse modelo.
A Lockheed Martin anunciou o pedido em 23 de setembro. O México havia encomendado seu primeiro C-130J-30 em janeiro de 2026, tornando-se o primeiro cliente latino-americano do Hercules de nova geração.
A Fuerza Aérea Mexicana já operou uma frota de C-130 consideravelmente maior. Foram adquiridos dez C-130A nos anos 1980, além de um L-100-30, C-130E/H e antigos C-130K da Royal Air Force.
Restam apenas três Hercules antigos: um L-100-30 e dois ex-britânicos C-130K-30, todos alocados no Escuadrón Aéreo 302, na Base Aérea de Santa Lucía.
México optou pelo Hercules após avaliar o C-390
O C-130J-30 é a versão alongada do atual Super Hercules. Seu compartimento de carga é 4,6 metros (15 pés) mais longo que o do C-130J padrão e a aeronave pode transportar cerca de 20 toneladas de carga útil, dependendo da missão e das condições.

O modelo J mantém a configuração básica das gerações anteriores do Hercules, mas introduziu motores Rolls-Royce AE 2100D3, hélices compostas de seis pás e aviônicos digitais. Também exige uma tripulação menor em relação às versões antigas do C-130. Segundo o fabricante, já foram entregues mais de 570 C-130J no mundo.
A decisão de manter o Hercules veio após um longo processo para encontrar substitutos para os antigos cargueiros da FAM.
A Embraer promoveu ativamente o C-390 Millennium no México e apresentou o jato à Força Aérea Mexicana. Um C-390 esteve em Santa Lucía em julho de 2024 para uma demonstração que incluiu voo com militares da FAM, enquanto outra aeronave brasileira participou da FAMEX 2025.
O jato brasileiro disputou uma exigência que também atraiu a Airbus, com o maior A400M. O México acabou escolhendo o C-130J-30, o que permite à FAM manter experiência, infraestrutura e logística associadas a mais de cinco décadas de operações com o Hercules.
