A Força Aérea da Ucrânia já está com seus primeiros caças Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon, há muito aguardados.

A confirmação veio por meio de fontes da agência Bloomberg e também pelo ministro de relações exteriores da Lituânia, Gabrielius Landsbergis, em uma publicação na rede social X.

"F-16s na Ucrânia. Outra coisa impossível que se tornou totalmente possível", disse ele em 31 de julho.

A entrega dos caças F-16 ocorreu ainda em julho, como havia sido prometido, mas o número de aeronaves seria pequeno, segundo pessoas familiarizadas com assunto disseram à Bloomberg.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e a primeira ministra da Dinamarca Mette Frederiksen a bordo de um caça F-16
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e a primeira ministra da Dinamarca Mette Frederiksen a bordo de um caça F-16

A despeito disso, ainda não está claro quando a Ucrânia usará efetivamente os jatos supersônicos ocidentais contra os invasores russos.

Apenas 12 pilotos estariam aptos a voar no F-16 por enquanto e mesmo eles deverão passar por mais treinamento até atingirem um grau de operabilidade mais elevado.

F-16 não será "bala de prata"

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy apelava para receber caças F-16 há mais de um ano e somente em maio de 2023 seu colega dos EUA, Joe Biden, cedeu em autorizar o repasse de aeronaves pertecentes a países europeus.

Inicialmente os jatos estão sendo entregues pela Dinamarca e Holanda, mas a Bélgica e a Noruega devem enviar alguns F-16 também. É estimado que cerca de 80 aeronaves sejam repassadas.

Mesmo com o upgrade significativo, muitos especialistas e militares consideram que os F-16 não farão milagres.

Novo caça Sukhoi Su-35S da Rússia
Novo caça Sukhoi Su-35S da Rússia

“Não vai ser a bala de prata, que de repente, eles têm F-16s, e agora passam a contar com superioridade aérea”, disse o Comandante da Força Aérea dos EUA na Europa e África, General James B. Hecker em 30 de julho.

A tendência é que a Força Aérea Ucraniana ganhe experiência aos poucos e com isso dificulte uma eventual superioridade aérea da Rússia, impedindo alguns ataques à infraestrutura do país que hoje são comuns.

Para isso será preciso também manter os F-16 a salvo no solo e aí reside uma grande questão daqui em diante.