O CEO da Azul, John Rodgerson, agradeceu publicamente o apoio recebido de empresas concorrentes após dois problemas em sequência causarem forte impacto na operação da companhia nesta semana.
Em uma publicação no LinkedIn, Rodgerson revelou ter recebido várias ligações da LATAM oferecendo ajuda para acomodar passageiros da Azul. O Abra Group, controlador da GOL, também entrou em contato e se colocou à disposição da companhia.
Siga AIRWAY: WhatsApp | Instagram | LinkedIn | Twitter | Facebook
“A aviação é um mercado competitivo. Disputamos diariamente a preferência dos Clientes e buscamos ser melhores a cada dia. Mas existem momentos em que aquilo que nos une como indústria se torna maior do que aquilo que nos diferencia”, afirmou Rodgerson.
Segundo o executivo, a LATAM tomou a iniciativa de procurar a Azul durante a crise. “Ao longo do dia, recebi várias ligações da LATAM Airlines, oferecendo ajuda para acomodar nossos Clientes e apoiar nossa operação. Isso não acontece todos os dias”, escreveu.

CEO da LATAM responde a Rodgerson
Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil, respondeu diretamente à publicação de Rodgerson e afirmou que a cooperação entre as duas empresas ocorre também quando sua companhia enfrenta dificuldades.
“John, conte sempre com a Latam em situações como a de ontem assim como nós contamos sempre com vocês quando passamos por situações difíceis”, escreveu Cadier.
“Nós competimos comercialmente mas a segurança e a operação estarão sempre em primeiro lugar”, acrescentou o executivo.
Rodgerson também agradeceu ao Abra Group, que, segundo ele, enviou uma mensagem oferecendo auxílio no que fosse necessário. O executivo citou ainda funcionários da GOL, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos entre aqueles que ajudaram a Azul durante as contingências.

Todos os E195-E2 ficaram no solo
Os problemas ocorreram em sequência. Primeiro, Viracopos, principal hub da Azul e responsável por quase 200 voos diários da empresa, ficou sem energia por horas durante a manhã da terça-feira, 22, afetando uma operação fortemente concentrada no aeroporto de Campinas.
No final do dia, a Azul enfrentou uma anomalia envolvendo a recepção do sinal de GPS por sua frota de Embraer E195-E2. A situação levou a companhia a manter temporariamente todos os jatos do modelo no solo.
Durante cerca de três horas, nenhum E195-E2 da Azul realizou voos enquanto a ocorrência era avaliada. A empresa acabou registrando dezenas de cancelamentos e milhares de passageiros afetados.

Rodgerson classificou ontem e hoje como “alguns dos dias mais difíceis desde que fundamos a Azul” e disse que as duas contingências deixaram mais de um terço da frota da companhia no chão.
“Nossos times atravessaram a noite mobilizados para apoiar os Clientes e recuperar a operação. E o trabalho continua”, afirmou.
O problema com os E2 não ficou restrito à Azul. A Embraer informou ter recebido relatos de outros operadores e trabalhou com a Honeywell, fornecedora do sistema envolvido, na investigação da anomalia.
Apesar das dificuldades enfrentadas pelas companhias, a fabricante explicou que o E2 dispõe de meios alternativos de navegação e procedimentos para situações de indisponibilidade do GPS. A paralisação temporária da frota da Azul ocorreu enquanto a empresa avaliava o problema e reorganizava sua operação.
