Sem surpresas, Avianca abandona fusão com a Viva Air

Maior companhia aérea colombiana já sinalizava que fusão havia deixado de ser possível pela demora na aprovação do acordo causada pelo governo do país. Viva Air afirmou que não tem condições de voltar a voar
Fusão Viva e Avianca aprovada (Willian Lopez e Stevenhe1997)

De forma totalmente previsível, a Avianca anunciou em 13 de maio que desistiu do projeto de encampar a low-cost Viva Air. A maior transportadora colombiana culpou a lentidão das ações do governo e “a pouca flexibilidade regulatória” pelo fim do acordo, revelado em abril de 2022.

“Apesar de a Avianca ter procurado repetidamente salvaguardar a existência da Viva e, assim, proteger os consumidores, o emprego e a conectividade regional, infelizmente as condições para a transação definidas pela Aerocivil não só não permitiriam à Viva ser uma companhia aérea financeira e operacionalmente viável, como poderia até colocar em risco a estabilidade da Avianca e do setor”, afirmou a Avianca em comunicado.

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A decisão praticamente colocou um ponto final em um possível retorno da Viva Air, que no dia seguinte reconheceu que “sem a possibilidade de um respaldo financeiro, a empresa já não conta com a capacidade para continuar operando no mercado”.

Além da demora em analisar o processo, a Avianca culpou a Aerocivil, a agência de aviação civil da Colômbia, de obrigá-la a assumir “rotas e compromissos de nível de serviço e preços que não correspondem às capacidades remanescentes da Viva após dois meses de suspensão das operações.”

Aeroporto El Dorado, em Bogotá (EEIM)

Além disso, a Aerocivil exigiu que fossem devolvidos muitos slots no Aeroporto El Dorado, em Bogotá, o mais congestionado e importante do país. Segundo a Avianca, a regra “não permitiria que a Viva para basear um único avião no principal aeroporto do país de forma eficiente”.

“Infelizmente, esse longo processo coloca em risco iminente a Viva, a companhia aérea que trouxe o modelo de baixo custo para o país, colocou milhões de colombianos no avião a preços competitivos e deu emprego direto e indireto a milhares de famílias,” disse Adrian Neuhauser, presidente e CEO da Avianca.

“Agora o desafio do país será avançar nos planos para proteger o setor e evitar que a Colômbia continue perdendo competitividade, desviando o fluxo de passageiros para países como Panamá, Chile e Peru”, concluiu.

 

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