TAM traz ao Brasil o Longitude, maior jato executivo da Cessna

Aeronave está em fase final de testes e percorrerá várias cidades da América Latina antes de retornar aos EUA
Cessna Citation Longitude
Cessna Citation Longitude

Foi há quase 50 anos: a Cessna, então famosa pelos aviões a pistão, decidiu lançar seu primeiro jato executivo em outubro de 1968. Um ano depois e o FanJet 500, como foi batizado inicialmente, voava nos Estados Unidos. Com asas baixas e quase sem enflechamento ele daria origem a uma numerosa e longeva família, a Citation.

Cinco décadas depois o Brasil é o palco de uma visita especial, o Longitude, maior jato executivo já construído pela Cessna. O caçula da família Citition, no entanto, em nada lembra o primogênito: tem uma estilo mais elegante e um porte invejável: é capaz de transportar até 12 passageiros e decola com peso máximo de quase 18 toneladas.

Seus enormes motores Honeywell HTF7700L tem empuxo de 7,6 mil libras cada e seu alcance com 4 passageiros a bordo é de 3.500 milhas náuticas (quase 6.500 km). Ou seja, quase a distância entre São Paulo e Miami, por exemplo.

A aeronave está no Brasil desde o início da semana para participar da LABACE 2018, maior feira de aviação executiva da América Latina. Por falar nisso, o Longitude seguirá em turnê na região, a primeira que a Cessna realiza com ele.

O jato deve receber sua certificação de tipo nos próximos meses e a primeira entrega é esperada ainda para 2018. O Longitude foi apresentado em 2012 e voou pela primeira vez em outubro de 2016. Seu preço é de US$ 26.995.000 sem incluir os impostos. É um rival próximo do Legacy 500 da Embraer.

Vendas voltam a crescer

A TAM, representante da Cessna e também da Beechcraft, Bell e Aviation Safety, revelou durante a feira que a expectativa é que as vendas de aeronaves executivas deva voltar a crescer em 2018: “Estamos preparados para a retomada”, disse Leonardo Fiuza, presidente da empresa. “A aviação executiva segue o ritmo da economia no país e, ao que tudo indica, deve voltar logo a um novo e melhor patamar. Somos o segundo mercado mundial no segmento, atrás somente dos Estados Unidos, e, embora os dois últimos anos tenham sido um pouco mais difíceis em decorrência da desaceleração econômica brasileira, já notamos um volume maior de negócios sendo concretizados e em prazos menores”, completou o executivo.

Se as previsões estiverem corretas, a TAM espera fechar o ano com 45 aeronaves vendidas, 15% a mais que em 2017. Por enquanto, o imenso Longitude não faz parte dessa estatística já que nenhuma unidade foi vendida no país, por enquanto.

Veja também: Cessna Skycourier completa testes em túnel de vento

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