União de companhias aéreas mexicanas supera Azul em frota; veja o ranking
Combinação das empresas Volaris e Viva Aerobus levaria o grupo ao terceiro lugar por frota, encostando na dupla Avianca-GOL
A união entre a Viva Aerobus e a Volaris tem potencial para alterar de forma relevante o ranking das maiores companhias aéreas da América Latina quando o critério analisado é exclusivamente o tamanho da frota.
A consolidação das duas empresas mexicanas, que ainda depende de aprovação governamental, destaca o peso crescente do segmento de baixo custo no cenário regional, ainda que esse tipo de comparação tenha limitações importantes.
Com base em dados atuais do Planespotters e considerando apenas aeronaves em operação, a frota combinada de Viva Aerobus e Volaris somaria 281 aviões. Esse total colocaria o grupo resultante à frente da Azul em número de jatos e turboélices, tornando-se o terceiro maior da América Latina.
Airbus A320 da LATAM Perú (Carlos Daniel Dobelli )
O maior grupo aéreo da região por esse critério segue sendo a LATAM Airlines Group, com 365 aeronaves em operação entre voos de passageiros e cargueiros. A frota da LATAM é diversificada, composta majoritariamente por aviões da família Airbus A320 para rotas domésticas e regionais, além de aeronaves de longo curso como o Boeing 787 Dreamliner e o 777-300ER, que sustentam sua ampla malha internacional.
Na segunda posição aparece o Abra Group, holding que reúne a Avianca e a GOL, com uma frota combinada de 319 aeronaves. A Avianca opera uma frota mista baseada na família Airbus A320 e em widebodies como o Boeing 787, enquanto a GOL mantém uma frota padronizada de Boeing 737, focada em voos de curta e média distância. O resultado é um grupo com atuação tanto em mercados regionais quanto intercontinentais.
Volaris Airbus A320neo
Já a combinação Viva–Volaris teria um perfil bastante distinto dos líderes regionais. As duas empresas operam exclusivamente aeronaves narrowbody da família Airbus A320, incluindo A320 e A321, em versões “ceo” e “neo”.
Trata-se de uma frota típica de companhias de baixo custo, voltada para alta utilização diária, rotas de curta e média distância e custos operacionais reduzidos. Apesar do número elevado de aeronaves, o grupo não operaria aviões de grande porte nem voos intercontinentais.
Boeing 737 MAX 8 da Gol (Gol Linhas Aéreas)
Atrás do grupo mexicano ficariam a Azul, com 173 aeronaves, e o Grupo Aeroméxico, com 167 aviões em operação. A Azul se destaca pela diversidade da frota, que inclui Embraer E-Jets, ATRs, aeronaves da família Airbus A320 e alguns Airbus A330 para voos de maior alcance. A Aeroméxico, por sua vez, combina Boeing 737 em rotas domésticas e regionais com Boeing 787 Dreamliner em voos internacionais de longa distância.
Outros critérios levariam a resultados diferentes
Essa comparação é deliberadamente restrita ao tamanho da frota e não deve ser interpretada como um retrato completo do peso econômico de cada grupo. Indicadores como assentos-quilômetro oferecidos (ASK), volume de passageiros, faturamento, alcance da malha aérea e a proporção de aeronaves de longo curso podem alterar substancialmente a leitura sobre quem lidera o mercado regional.
Jato E195-E2 da Azul (Azul Linhas Aéreas)
Ainda assim, o exercício ajuda a ilustrar o impacto estrutural que uma eventual união entre Viva Aerobus e Volaris teria no setor, ao colocar o México no centro de um dos maiores grupos aéreos da América Latina quando analisado apenas o número de aeronaves em operação.