A Força Aérea dos Estados Unidos oficializou os nomes de suas duas aeronaves Collaborative Combat Aircraft desenvolvidas na primeira fase do programa CCA, com o FQ-42 da General Atomics recebendo o nome Vengeance e o FQ-44 da Anduril mantendo o nome Fury já utilizado pelo fabricante.
O secretário da Força Aérea, Troy Meink, anunciou os nomes em 14 de setembro durante a Air, Space & Cyber Conference em National Harbor, Maryland. O FQ-42 era anteriormente conhecido pela General Atomics como Dark Merlin.
As duas aeronaves compõem o Incremento 1 do programa Collaborative Combat Aircraft, que desenvolve aeronaves de combate semiautônomas projetadas para operar ao lado de caças tripulados. O conceito visa adicionar sensores, armamentos e capacidade de combate adicional sem exigir outro piloto em cada aeronave.
Em vez de desenvolver um único projeto de CCA, a Força Aérea selecionou aeronaves concorrentes da General Atomics e Anduril e também desenvolve software de autonomia de missão que pode ser integrado às plataformas.

500 drones de combate planejados até 2032
Meink afirmou que a Força Aérea pretende ter ao menos 500 CCA em operação até 2032. O serviço já havia detalhado uma necessidade mais ampla de cerca de 1.000 Collaborative Combat Aircraft em múltiplos incrementos.
Ambos os projetos do Incremento 1 já avançaram para os testes em voo. O General Atomics YFQ-42A iniciou voos em 2025, enquanto o Anduril YFQ-44A voou em seguida, à medida que a Força Aérea acelerou o desenvolvimento das duas plataformas concorrentes.
As aeronaves foram deslocadas para a Base Aérea de Creech, em Nevada, neste ano, para avaliações operacionais que incluíram geração de surtidas, logística, reabastecimento e integração com aeronaves tripuladas.

O FQ-44 também realizou um teste de disparo real sobre o Deserto de Mojave em julho, quando a aeronave lançou um míssil ar-ar AIM-120 contra um alvo digital. A Força Aérea informou que a sequência de emprego do armamento foi executada de forma autônoma dentro dos parâmetros estabelecidos por um operador humano, que manteve a autoridade sobre a decisão de liberar o armamento.
Contratos de produção assinados
A Força Aérea assinou contratos de engenharia, desenvolvimento de fabricação e produção com a General Atomics e Anduril para o FQ-42 e FQ-44 em junho. A produção das primeiras aeronaves já está em andamento.
O serviço busca projetos adicionais de CCA em incrementos subsequentes, em vez de destinar toda a demanda às duas aeronaves iniciais. O Incremento 2 pretende incorporar lições da primeira fase e abrir o programa para novos concorrentes.
Segundo a Força Aérea, os CCA têm como objetivo executar missões atualmente atribuídas a aeronaves de combate tripuladas, aumentando o número de plataformas disponíveis em ambientes contestados. O serviço enfatiza que o emprego de armamentos continuará sujeito à autorização humana, apesar do aumento da autonomia das aeronaves.

