A American Airlines está próxima de definir seu próximo widebody, com uma possível necessidade de até 65 aeronaves, em meio à preparação da aposentadoria dos Boeing 777-200ER ao longo da próxima década.
O diretor comercial Nat Pieper afirmou ao FlightGlobal que a American está na “sétima ou oitava entrada” do processo de seleção, usando uma analogia do beisebol para descrever uma disputa já em estágio avançado. Airbus e Boeing seguem na disputa, e Pieper disse que o resultado “pode ir para qualquer lado”.
As declarações atualizam um processo revelado inicialmente pelo CEO Robert Isom em junho. Na ocasião, Isom confirmou que a companhia enviou um pedido de propostas à Airbus e à Boeing para sua próxima encomenda de widebodies, com entregas previstas para o início da década de 2030.
A referência de Pieper a até 65 aeronaves também indica pela primeira vez a possível dimensão da campanha. Atualmente, a American opera 67 Boeing 777, sendo 47 777-200ER e 20 777-300ER, mas os dois modelos têm perfis de idade e funções futuras bastante diferentes.

Substituição do 777-200ER
Os 47 777-200ER estão no centro do planejamento de renovação de frota da American para o longo prazo. A companhia começou a receber esse modelo em 1999, mais de dez anos antes da chegada do primeiro 777-300ER.
A American também planeja reconfigurar as cabines dos 777-200ER, embora ainda não tenha divulgado a nova configuração de assentos ou o escopo das modificações.
O investimento ocorre porque a American precisa manter essas aeronaves em operação enquanto se prepara para a substituição. Os slots de produção para novos widebodies são reservados com anos de antecedência, um dos motivos citados por Isom em junho para iniciar o processo de seleção bem antes da aposentadoria dos 777.
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Com os 777-300ER, consideravelmente mais novos, a American adota uma abordagem de longo prazo. O modelo foi introduzido no fim de 2012 e agora passa por uma ampla reforma de cabine nos 20 aviões, para mantê-los em operação até o final da década de 2030.
O primeiro 777-300ER reformado voltou ao serviço de passageiros em 2 de setembro. A nova configuração, para 330 passageiros, inclui 70 assentos Flagship Suite na classe executiva, 44 na Premium Economy, 30 Main Cabin Extra e 186 na Main Cabin. Antes, o avião acomodava 304 passageiros. A American espera concluir a reforma dos 20 777-300ER em 2027.

Airbus e Boeing seguem na disputa
A American não revelou publicamente quais aeronaves estão sendo avaliadas no pedido de propostas. As declarações mais recentes de Pieper indicam que tanto Airbus quanto Boeing seguem na disputa, mas não há confirmação de preferência por um modelo específico de qualquer fabricante.
A Boeing já tem participação relevante nas operações de longo curso da American. Além dos 777, a companhia opera o 787-8 e o 787-9 e possui outros 19 787-9 encomendados, além de opções para mais 28 Dreamliner.
Uma escolha pela Airbus marcaria o retorno do fabricante europeu à frota widebody da American. A companhia já operou A330-200 e A330-300 herdados da US Airways, mas aposentou os últimos A330 em 2020.
A American também amplia simultaneamente as cabines premium de suas aeronaves internacionais. Além dos programas com o 777, a companhia já introduziu uma configuração de 787-9 com maior número de assentos premium e planeja, futuramente, reconfigurar os 787-8 mais antigos.




