A Airbus vai transformar sua antiga fábrica de produção de asas do A380 em Broughton, no País de Gales, em uma nova linha de asas para o A321neo, dando um novo uso a parte da infraestrutura criada para o superjumbo.
A fabricante investirá £150 milhões, cerca de US$ 200 milhões na cotação atual, na conversão. O projeto deve ser concluído até o fim de 2026, e a produção da primeira asa já começou.
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A unidade contará com seis gabaritos de produção de asas, uma linha de equipagem e uma oficina de pintura dedicadas ao A321. A Airbus vai criar cerca de 480 empregos em Broughton durante 2026, incluindo 250 ligados à fábrica convertida. O local emprega atualmente cerca de 6.000 pessoas.
Ainda faltam entregar 5.691 A321neo
A capacidade adicional surge no momento em que o A321neo responde pela maior parte da demanda da família A320neo. Até o fim de agosto, a Airbus havia registrado pedidos para 7.917 A321neo, mas entregou apenas 2.226, restando uma carteira de 5.691 aeronaves.

A Airbus está ampliando seu sistema industrial para atingir a meta de produzir 75 aeronaves da família A320 por mês. Broughton fabrica asas para a família de fuselagem estreita antes de enviá-las para as linhas de montagem final em Toulouse, Hamburgo, Tianjin e Mobile.
A nova linha do A321 ocupará a West Factory de Broughton, um prédio de 83.500 metros quadrados inaugurado em 2003, principalmente para montar asas do A380. Na época, a Airbus investiu £350 milhões na instalação, antes do primeiro voo do superjumbo em 2005.
Instalações do A380 ganham novas funções
Broughton não é a única grande unidade da Airbus criada para o A380 que foi redirecionada para a produção de aeronaves de fuselagem estreita. Em Toulouse, o prédio Jean-Luc Lagardère, que abrigava a montagem final do A380, agora conta com linhas de montagem da família A320 capazes de produzir o A321neo.
A produção do A380 terminou em 2021 após a entrega de 251 aeronaves. Sua infraestrutura industrial excepcionalmente grande deixou a Airbus com prédios projetados para componentes muito maiores do que os das aeronaves de fuselagem estreita.
