Antigo DC-3 da Varig é restaurado em Porto Alegre

Aeronave clássica fazia parte do acervo do Museu da Varig, desativado em 2005
O DC-3 PP-ANU foi um dos primeiro modelos construídos pela Douglas, em 1936 (Divulgação)
O DC-3 PP-ANU foi um dos primeiro modelos construídos pela Douglas, em 1936 (Divulgação)
O DC-3 PP-ANU foi um dos primeiros fabricados pela Douglas, em 1936 (Divulgação)
O DC-3 PP-ANU foi um dos primeiros fabricados pela Douglas, em 1936 (Divulgação)

Quem passava pelos arredores do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), podia ver de longe o Museu da Varig e junto dele o que era sua principal atração, um raro Douglas DC-3, ambos abandonados após o fim da empresa. Mas isso começou a mudar, ao menos uma parte.

Entusiastas e ex-funcionários da Varig criaram o grupo “Instituto Museu Varig” e restauraram a clássica aeronave, que desde 2005 não recebia nenhum tratamento. A pintura original com as marcas da companhia foi refeita e o interior, com cabine de passageiros completa, também foi recuperado. E tudo pode ser conferido de perto.

O DC-3 “PT-ANU” está exposto no Shopping Boulevard Lançador, em Porto Alegre. A exibição da aeronave faz parte do projeto “Varig Experience”. Os visitantes ainda são recebidos por recepcionistas com uniformes iguais aos modelos antigos usados por comissários da Varig.

Ao finais de semana, são permitidas visitas ao interior do avião. A exposição fica aberta até o final de agosto e a entrada é gratuita (mais informações no site do projeto).

Aeronave histórica

O PP-ANU é um dos primeiros DC-3 que foi construído. A aeronave estreou com a American Airlines em agosto de 1936.

O mesmo aparelho também voou com as cores da Vasp, seu primeiro operador no Brasil, e a Real Transportes Aéreos, antes de ser absorvida pela Varig, em 1961, e acabou desativado em 1969. Foi o DC-3 que mais voou no Brasil, com 52 mil horas de voo.

O DC-3 restaurado está exposto no Shopping Boulevard Lançador (Divulgação)
O DC-3 restaurado está exposto no Shopping Boulevard Lançador (Divulgação)

O DC-3 PP-ANU sofreu até um acidente. Prestes a ser entregue a um novo dono no Aeroporto de Congonhas, em setembro de 1959, a aeronave foi atingida por um Custiss Commando da empresa Paraense. Devido aos danos, a venda foi cancelada.

A colisão deixou a parte traseira da aeronave seriamente danificada e o modelo ficou encostado até 1961, quando a Real aproveitou a cauda de outro DC-3 acidentado naquele mesmo ano. Reformado, o modelo ainda voou por quase mais uma década.

O DC-3 foi um avião essencial para o desenvolvimento da aviação comercial nos anos 1930 e 1940. Era um avião seguro, fácil de manter, rápido para os padrões da época e podia cobrir grandes distâncias. Essas características também fizeram dele um dos mais importantes aviões de carga na Segunda Guerra Mundial, quando voou com a designação C-47.

Veja mais: Dez anos do início do fim da Varig

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  1. Viajei durante muitos anos, pela VARIG, VASP, TRANSBRASIL, e outras empresas.
    Meu primeiro voo foi no DC 3 da VASP.
    Bons tempos.

  2. Belo Projeto !!!
    Espero que encorajem novas iniciativas por parte do povo acomodado de Porto Alegre.
    Entretanto, falta reformar e incluir o Lockheed L-188 Eletra II que esta apodrecendo no Musal do Rio de Janeiro.
    O De Havilland Dragon Rapide da Varig também deveria ser trazido de volta para se exposto neste local.
    Sem falar nos exemplares existentes no museu Eduardo André Matarazzo em Bebedouros no interior de São Paulo.

    Ai sim, teremos um museu Tri legal.

  3. no Brasi sao poucos que dão importancia para sua historia no caso da falencia da varig que pena que saudade ass jose paulo

  4. Foi muito triste ver a VARIG acabar, O governo LULA poderia ter salvo a Empresa. Interesses escusos impediram uma atitude decente.

  5. Puxa vida que legal ver uma lenda dessas totalmente restaurada
    Aqui na minha cidade BEBEDOURO no interior de SÃO PAULO
    temos um museu de aviões,armas e carros antigos o MUSEU EDUARDO MATARAZZO onde varios aviões antigos (incluido um dc 3 da VARIG)estão se desmanchando ao sabor do tempo
    Acho que algo deveria ser feito afinal é a história da aviação brasileira que está se acabando….uma pena

  6. Que iniciativa magnifica!
    Aqui em Londrina, no Paraná, esta aeronave faz parte concreta da história da cidade pois, no auge do Café, até materiais de construção desembarcavam aqui trazido pelos DC-3, em sua maioria, da Real Aerovias, e entre outras companhias, uma vez que o aeroporto local sustentou o record de pista mais movimentada no Brasil todo, por cerca de 3 anos ininterruptos.
    Eu gosto tanto dos Douglas Commander N° 3, que estou criando painéis de Arte Urbana, alusivos à icônica aeronave.
    .

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