O "Shinshin" é o primeiro projeto de aeronave stealth do Japão (JASDF)

O “Shinshin” é o primeiro projeto de aeronave stealth do Japão (JASDF)

O primeiro protótipo do caça “invisível” Mitsubishi X-2 decolou pela primeira vez nesta sexta-feira (22), no aeroporto de Nagoya, no Japão. Trata-se de uma aeronave “stealth” (“furtivo”, em inglês), termo usado para designar os chamados aviões que não são detectados pelos radares. É o primeiro avião desse tipo desenvolvido pelos japoneses.

Como explicou a Mitsubishi, o protótipo realizou um curto voo de 25 minutos e passou por uma série de testes para confirmar manobras básicas. Em seguida, o avião pousou na base aérea da Força Aérea de Auto-Defesa do Japão, em Gifu, a cerca de 40 km de Nagoya.

E o piloto de ensaios da fabricante japonesa aprovou o “Shinshin” (“Espiríto do Coração”, em japonês), como a aeronave já foi apelidada. “O controle da aeronave foi exatamente como em nossas sessões de treinamentos em simulador. O avião é extremamente estável”, contou o piloto, que não teve seu nome revelado pela empresa, em comunicado oficial.

O primeiro voo do X-2, embora importante, é a apenas um pequeno passo de um longo processo de desenvolvimento pelo qual o projeto ainda vai enfrentar. Conforme a previsão do Ministério de Defesa do Japão, a versão final do caça deve entrar em operação com a força aérea japonesa somente em 2028.

Segundo informações já divulgadas pela Mitsubishi, o Shinshin tem 14,2 metros de comprimento, 9,1 m de envergadura, 4,5 m de altura e pesa 9,7 toneladas. A fabricante, porém, ainda não divulgou estimativas sobre a performance do caça.

A aeronave deve entrar em operação somente em 2028 (Reprodução/Youtube)

A aeronave deve entrar em operação somente em 2028 (Reprodução/Youtube)

Além da capacidade stealth, o avião japonês também possui motores com empuxo vetorial, tecnologia que permite manipular a direção da força aerodinâmica dos motores a jato. Esse recurso aumenta significativamente a manobrabilidade da aeronave.

O desenvolvimento do caça invisível do Japão, iniciado em 2009, já recebeu um aporte de US$ 340 milhões do governo japonês. O projeto deve originar a alternativa que pode substituir o F-2, a versão japonesa do F-16 ‘Falcon’, desenvolvido originalmente nos Estados Unidos.

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