A porta de carga é um dos principais itens da conversão do 737-800BCF (Boeing)

A porta de carga é um dos principais itens da conversão do 737-800 BCF (Boeing)

Uma nova linha de conversão de aeronaves de passageiros em cargueiros começou a funcionar nesta terça-feira, 16 de junho, na província de Guandong, no sul da China. A instalação, administrada em conjunto pela Boeing e a Guangzhou Aircraft Maintenance Engineering Company Limited (GAMECO), é dedicada ao projeto do 737-800 BCF (Boeing Converted Freighter).

As duas empresas contribuirão com seus conhecimentos para converter jatos 737 de passageiros usados em cargueiros, com o objetivo de prolongar a vida útil das aeronaves e atender melhor às demandas do mercado, informou a Boeing.

O setor de carga aérea vem experimentando uma demanda crescente durante o período de pandemia do novo coronavírus. Cargueiros de diferentes portes ou mesmo aeronaves de passageiros temporariamente adaptadas estão desempenhando um papel importante no transporte de suprimentos médicos pelo mundo todo.

A instalação inaugurada em Guandong já é o segundo centro do programa BCF na China. A primeira foi inaugurada em 2017, em Xangai. Ao todo, a Boeing planeja montar seis centros de conversão no país asiático, que detém a maior demanda por esse tipo de aeronave.

O processo de conversão do 737-800 BCF envolve a retirada de todos os assentos e equipamentos da cabine, que são substituídos por esteiras de pallets para cargas. Outro item importante na modificação é a instalação de uma porta de carga no lado esquerdo da fuselagem, para o embarque e desembarque de grandes volumes.

De acordo com a Boeing, o 737-800 BCF transporta até 23,9 toneladas métricas de carga e alcance de 3.750 km. Até a presente data, a fabricante recebeu 130 pedidos e compromissos em todo o mundo pelo jato modificado.

Lançado em fevereiro de 2017, o programa BCF da fabricante norte-americana foi a segunda proposta de conversão de jatos 737 NG (versão anterior ao 737 MAX) para o transporte de cargas. Antes da Boeing, esse serviço já era oferecido desde 2016 pela Aircraft Engineers International (AEI), com sede em Miami.

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