Boeing e Embraer podem fabricar KC-390 nos EUA

Segunda linha de produção pode facilitar a venda do cargueiro militar no mercado americano e também para aliados da Casa Branca
Os primeiros KC-390 serão entregues à FAB a partir de 2019 (FAB)
Os primeiros KC-390 serão entregues à FAB a partir de 2019 (FAB)
Os primeiros KC-390 serão entregues à FAB a partir de 2019 (FAB)
Os primeiros KC-390 serão entregues à Força Aérea Brasileira a partir de 2019 (FAB)

Prestes a completar o acordo para a criação de uma joint-venture na aviação comercial, a Boeing e a Embraer também estudam a possibilidade de produzir o novo cargueiro militar KC-390 nos Estados Unidos, segundo reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico. Essa seria a segunda linha de montagem da aeronave, que atualmente é finalizada na fábrica da empresa brasileira em Gavião Peixoto (SP).

De acordo com a publicação, o KC-390 pode ser montado nos EUA com os mesmo componentes utilizados para produzir a aeronave no Brasil. Isso, no entanto, não significa que a Boeing vai adquirir o controle da divisão de produtos militares Embraer Defesa & Segurança, considerada estratégica pelo governo brasileiro.

Até o momento, as duas fabricantes já anunciaram que pretendem criar uma segunda joint-venture focada apenas em comercializar e oferecer suporte ao Embraer KC-390. Produzí-lo nos EUA, no entanto, pode abrir novos mercados para o cargueiro multimissão.

Como cita o jornal, produzir o KC-390 nos EUA pode facilitar sua aquisição pelas próprias forças armadas do país ou por nações aliadas da Casa Branca. Nesse segundo caso a aeronave pode ser comercializada dentro do programa “Foreing Military Sales”, que oferece planos de financiamentos especiais para a venda de produtos militares fabricados pela indústria norte-americana. Isso já acontece com o turbo-hélice de ataque Embraer Super Tucano, que também é finalizado em Jacksonville, na Flórida, pela Sierra Nevada Corporation.

O local da provável fábrica do KC-390 nos EUA não está definido, assim como o percentual acionário de cada empresa. A reportagem ainda acrescenta que a fabricante brasileira será a controladora dessa joint-venture, com uma participação em torno de 51% do capital. A Embraer não comentou sobre o assunto.

A primeira entrega do KC-390 para a Força Aérea Brasileira estava programada para o segundo semestre deste ano, mas acabou adiada para 2019. Em maio deste ano, o protótipo 001 da aeronave saiu da pista em Gavião Peixoto enquanto realizada teste em solo e ficou gravemente danificado.

Veja mais: “Rainha dos Céus”, Boeing 747 completa 50 anos

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EDUARDO TEIXEIRA KÜLL
EDUARDO TEIXEIRA KÜLL
3 anos atrás

Ou seja, confirma-se que a conversa de livre comércio dos EUA é mesmo uma bela mentira, valendo mesmo quando é para eles venderem. Quando daqui prá lá, a conversa muda….

Paulo Cruz
Paulo Cruz
3 anos atrás

esta é nais uma traição ao povo Brasileiro. A Boeing vai transferir a tecnologia e emoregos oara os Estados Unidos. Sinto vergonha de ser brasileiro, obde a corrupção está em todos os niveis

Luciano
Luciano
3 anos atrás

A verdade é uma só, os americanos vai.mandar em tudo e fechar as fábricas e empregos no Brasil e transferir toda tecnologia e segredos industriais para os Estados Unidos e o brasileiro que se conforme e que se dane,. Isso de joint Ventures é papo furado,. Quem manda é a Boeing assim como aconteceu com a Tam, os chilenos compraram w decidem tudo.

Tetsuo Shimura
Tetsuo Shimura
3 anos atrás

“Gosto” de ler estas mensagens iradas, mas jamais se veem nesta mensagens quaisquer manifestações pró produtos brasileiros, que aliás não temos mesmos. Então que tal pararmos com os falsos nacionalismos e pensar que numa aeronave nem sequer fios e cabos elétricos são brasileiros ou “simples” rebites que montam as fuselagens ou ainda as tintas que pintam os produtos acabados, que dirá de aviônicos, tubos Pitot, pneumáticos…. Ou a Embraer se junta a Boeing ou outra grande empresa ou em curto prazo está fora do mercado.

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