Boeing vai reduzir o ritmo de produção do 747-800

Para atender baixa demanda, fabricante planeja produzir apenas uma aeronave por mês
Jumbo era o nome de um enorme elefante africano que ganhou fama no Zoológico de Paris (Boeing)
Jumbo era o nome de um enorme elefante africano que ganhou fama no Zoológico de Paris (Boeing)
Cada unidade do Boeing 747-800 custa em média US$ 315 milhões (Foto - Boeing)
Cada unidade do Boeing 747-800 custa em média US$ 315 milhões (Foto – Boeing)

A Boeing anunciou que vai reduzir o ritmo de produção do 747-800, a versão mais moderna do Jumbo. A redução entra em vigor a partir de março de 2016, quando a empresa planeja entregar uma aeronave por mês. Na linha atual são produzidos 18 unidades por ano.

Essa foi a segunda diminuição da produção do 747-800. Em 2013, a Boeing já havia reduzido em 14% o ritmo de fabricação do aparelho de nova geração, que é atualmente a aeronave mais comprida em operação, com 76,3 metros de comprimento.

Segundo o fabricante, essa readequação é necessária para manter o programa até que mais encomendas sejam confirmadas, principalmente no setor de transporte de cargas, que ainda utilizam o 747-400. A expectativa da empresa é que essas aeronaves sejam substituídas a partir de 2020.

A Boeing tem atualmente 32 pedidos confirmados pelo 747-800, sendo 14 unidades da versão “Freigther”, de carga, e outros 18 para o transporte de passageiros. A companhia aérea russa Volga-Dnepr, do setor de carga aérea, anunciou a intenção de compra 20 Jumbos de nova geração, mas a aquisição ainda não foi concluída.

“[O setor de carga] acumula seis quadrimestres de grande crescimento e estamos no ponto em que a frota de 747-400Fs e -400ERFs, que estava estocada, voltou a operar. Toda essa capacidade foi absorvida e agora estamos em transição do momento em que as empresas, como a Volga, vão atualizar as frotas”, disse o vice-presidente e diretor geral do programa 747 da Boeing, Bruce Dickinson, em entrevista ao site Aviation Week.

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