A EasyJet selecionou o Starlink, da SpaceX, para fornecer internet a bordo em toda a sua frota Airbus, com início das instalações previsto para o primeiro semestre de 2027.
O acordo vai introduzir Wi-Fi a bordo pela primeira vez na companhia britânica de baixo custo. A EasyJet informou que os passageiros poderão assistir vídeos, jogar online e navegar na internet em seus próprios dispositivos, com a implantação prevista para cobrir toda a frota até o início de 2028.
Atualmente, a companhia opera mais de 350 aeronaves, incluindo Airbus A320, A320neo e A321neo. A EasyJet ainda não divulgou como será a cobrança pelo acesso ao Starlink, com detalhes previstos para serem anunciados mais perto do lançamento do serviço.
O investimento ocorre em meio a uma mudança significativa na estrutura acionária da EasyJet. O grupo americano Apollo Global Management fechou acordo em agosto para adquirir a companhia aérea por £5,7 bilhões (US$ 7,7 bilhões), com conclusão da transação prevista até o fim do primeiro trimestre de 2027, sujeita à aprovação de acionistas e órgãos reguladores.
O cronograma faz com que a implantação do Starlink esteja programada para começar no mesmo período em que a EasyJet pode passar a ter capital fechado.
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A Apollo afirmou que pretende acelerar a estratégia comercial já existente da EasyJet, incluindo modernização da frota, expansão de produtos auxiliares e de fidelidade, além de crescimento adicional da EasyJet Holidays.

A família Haji-Ioannou, incluindo o fundador da companhia, Stelios Haji-Ioannou, apoiou a transação e pretende manter participação na nova estrutura acionária. Atualmente, a família detém cerca de 15% da EasyJet.
Starlink virou a queridinha das aéreas
A EasyJet se junta a um grupo cada vez maior de companhias aéreas europeias que adotam a rede de satélites em órbita baixa da Starlink para conectividade a bordo.
O Grupo Lufthansa planeja equipar cerca de 850 aeronaves com o sistema, enquanto o International Airlines Group também selecionou o Starlink para companhias como a British Airways. A SAS já implementou a tecnologia em sua frota Airbus A320neo, e a também low-cost europeia Wizz Air anunciou planos para utilizar o serviço.
A Ryanair, até o momento, resiste à instalação do Starlink. O CEO Michael O'Leary questiona se os passageiros, em voos majoritariamente curtos, pagariam pela conectividade e cita o aumento no consumo de combustível devido à antena externa.
A decisão da EasyJet segue caminho oposto em uma malha igualmente de curta distância. A companhia transporta cerca de 100 milhões de passageiros por ano e informou que a nova conectividade é voltada tanto para o público de lazer quanto para viajantes corporativos.
