A EasyJet chegou a um acordo inicial com a gestora de investimentos norte-americana Castlelake após o grupo elevar sua proposta de aquisição para £6,90 por ação, avaliando a companhia aérea britânica de baixo custo em cerca de £5,5 bilhões (cerca R$ 38 bilhões).

O conselho da companhia aérea do Reino Unido afirmou que a proposta mais recente está em um patamar que recomendaria aos acionistas caso a Castlelake apresente uma oferta formal. A gestora agora tem até 3 de agosto, conforme as regras de aquisições do Reino Unido, para anunciar intenção firme de prosseguir ou retirar o interesse.

A nova proposta é uma mudança significativa em relação a outras ofertas que foram rejeitadas sucessivamente pela empresa aérea, que as classificou como uma tentativa oportunista de adquiri-la com desconto após a desvalorização das ações em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A Castlelake elevou gradualmente sua oferta desde uma proposta inicial de cerca de £3 bilhões até chegar a 625 pence por ação em junho. A oferta mais recente eleva o preço para 690 pence por ação, um prêmio de aproximadamente 73% em relação ao valor das ações da EasyJet antes de o interesse pela aquisição se tornar público.

Jatos da EasyJet
Jatos da EasyJet | Peteshagen

A transação levaria a EasyJet a fechar o capital, caso seja concluída. A companhia opera uma frota de 355 aeronaves da família Airbus A320 em mais de 1.200 rotas pela Europa e tornou-se uma das maiores operadoras de baixo custo do continente desde sua fundação em 1995.

Um dos principais obstáculos segue sendo as regras de propriedade da União Europeia, que exigem que companhias aéreas do bloco permaneçam sob controle majoritário de nacionais da UE. A Castlelake já apresentou uma estrutura na qual deterá 49% do veículo de aquisição, com o restante sob controle dos executivos europeus Peter Bellew e Mark Breen.

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As negociações ocorrem em um momento desafiador para as companhias aéreas europeias. Preços mais altos de combustível, incertezas geopolíticas e forte concorrência têm pressionado a rentabilidade do setor, mesmo com a demanda de passageiros permanecendo elevada.

Fundada por Stelios Haji-Ioannou, que segue como maior acionista da EasyJet por meio da participação de sua família, a companhia aérea há muito é vista como alvo potencial de aquisição devido à sua ampla malha e valiosos slots em aeroportos como Londres Gatwick, Genebra e Paris.

Caso a aquisição avance, será uma das maiores transações do setor aéreo na Europa nos últimos anos e mais um exemplo do interesse de fundos de private equity em empresas listadas no Reino Unido após a queda das avaliações de mercado atrair novos compradores.