Embraer garante que problemas nos motores do jato E2 já foram quase todos resolvidos

Apenas 1% da frota ainda não voltou ao serviço, disse a empresa, que prevê que o índice chega a zero até o final do ano

Embraer E195-E2
Embraer E195-E2 (Clemens Vasters)

A Embraer afirmou que os problemas nos motores que afetaram parte da frota de jatos E2 foram em grande parte solucionados, com apenas cerca de 1% das aeronaves atualmente em solo devido a questões relacionadas aos motores Pratt & Whitney GTF.

Em conversa com jornalistas no Brasil, executivos da Embraer informaram que a taxa de aeronaves em solo (AOG) da família E2 caiu drasticamente em relação ao pico de 22% registrado em março de 2025. Segundo a Reuters, a fabricante espera que esse índice chegue a zero até o final de 2026.

O E190-E2 e o E195-E2 utilizam motores Pratt & Whitney PW1900G, integrante da família GTF que enfrentou desafios de durabilidade e manutenção nos últimos anos. No entanto, a Embraer destacou que a situação da sua frota melhorou consideravelmente com a entrada em operação de motores e componentes atualizados.

A fabricante brasileira também ressaltou que a Pratt & Whitney vem introduzindo modificações para aprimorar o desempenho dos motores em ambientes de operação quentes e exigentes.

Motor GTF, da Pratt & Whitney (Embraer)

O cenário contrasta com a situação enfrentada por operadores dos Airbus A220 e A320neo, que utilizam variantes maiores da mesma arquitetura de motor GTF. Centenas dessas aeronaves foram afetadas por inspeções e remoções de motores devido a problemas de fabricação envolvendo componentes de metal em pó.

As declarações da Embraer foram feitas enquanto a empresa destacava a força de sua divisão de aviação comercial. O setor encerrou o primeiro trimestre com uma carteira de pedidos superior a US$ 15 bilhões, aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Primeiro E195-E2 da LATAM (Embraer)

A fabricante informou que mantém a previsão de entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais neste ano. A projeção foi reafirmada poucos dias após a arrendadora Azorra firmar pedido para mais 15 jatos E195-E2.

Diferentemente de Airbus e Boeing, que já venderam grande parte de sua capacidade de produção para o restante da década, a Embraer ainda possui vagas de entrega disponíveis antes de 2030, fator que a empresa considera uma vantagem na disputa por novos pedidos de companhias aéreas.