Estados Unidos mandam aterrar 171 jatos Boeing 737 MAX 9 após rombo na fuselagem

Aeronaves serão inspecionadas antes de voltarem a voar após incidente com jato da Alaska Airlines, que perdeu uma peça em pleno voo e que substituía uma porta de emergência
O buraco onde ficava o tampão de porta do Boeing 737 MAX N704AL
O buraco onde ficava o tampão de porta do Boeing 737 MAX N704AL (KGW)

A Federal Aviation Administration (FAA), autoridade de aviação civil dos EUA, determinou neste sábado, 7, que 171 jatos Boeing 737 MAX 9 sejam aterrados temporariamente para inspeções.

A diretiva de segurança ocorre uma dia depois que uma aeronave da Alaska Airlines perdeu uma peça que substituía uma saída de emergência durante o voo AS 1282, entre Portland e Ontário.

O jato de matrícula N704AL conseguiu pousar de volta em Portland sem que os 177 ocupantes sofressem quaisquer ferimentos, a despeito do enorme buraco na fuselagem.

Segundo a FAA, “A Diretiva de Aeronavegabilidade de Emergência (EAD), que será emitida em breve, exigirá que os operadores inspecionem antes de novos voos as aeronaves que não atendam aos ciclos de inspeção especificados na EAD.”

A United Airlines é a maior operadora do 737 MAX 9 com 79 aviões (UA)

A inspeção deverá levar quatro a oito horas, de acordo com a agência. “A segurança continuará a orientar a nossa tomada de decisões à medida que auxiliamos a investigação do NTSB sobre o voo 1282 da Alaska Airlines”, acrescentou a FAA.

A Boeing projetou o 737 MAX 9 com uma porta extra logo após a asa, mas só necessária em aeronaves com muitos assentos como a Lion Air, que é configurado para levar até 221 passageiros.

Em transportadoras como a Alaska e a United, a porta é substituída por uma tampa com janela encaixada no mesmo espaço da saída. Confira abaixo uma imagem comparando os dois tipos de 737-9.

O 737 MAX 9 da Alaska comparado ao da Lion Air, que tem a porta de emergência instalada em vez de um tampão (AA e Boeing)

Avião com apenas três meses

O 737 MAX 9 envolvido no incidente voou pela primeira vez em 15 de outubro do ano passado e foi entregue à Alaska Airlines duas semanas depois. A aeronave estava em serviço há pouco mais de dois meses, portanto.

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A Alaska Airlines é a segunda maior operadora do tipo no mundo, só atrás da United Airlines, que tem 79 737-9. A frota global do jato, que oferece uma capacidade ligeiramente maior que o 737 MAX 8, é de 214 aviões, segundo a Boeing.

Além da United e Alaska, a Aeroméxico (19) e a Copa Airlines (29) também possuem frotas significativas do 737 MAX 9.

 

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