Ethiopian terá voo diário para São Paulo a partir de março

Companhia africana também irá ampliar oferta de assentos por voo com substituição do Boeing 787-8 pelo 777-200LR em junho
Boeing 777-200LR da Ethiopian (BriYYZ/Wikimedia)
Boeing 777-200LR da Ethiopian (BriYYZ/Wikimedia)

Uma das poucas companhias aéreas que consegue oferecer um voo com características parecidas com as das empresas Emirates e Qatar, a Ethiopian Airlines planeja ampliar sua oferta a partir de São Paulo (Guarulhos) dentro de dois meses. A frequência, que hoje é de cinco partidas por semana passará a ser diário a partir do dia 25 de março.

Não é a única novidade: também a aeronave utilizada atualmente, o moderno Boeing 787-8, será substituída a partir de 02 de junho pelo 777-200LR, que oferece mais assentos. São 315 lugares (28 na executiva e 287 na econômica) contra 270 assentos do 787 (24 na executiva e 246 na econômica) com ganho principalmente na classe superior por trazer poltronas que reclinam 180º ante 170º do jato usado hoje.

Na prática, quando concluída, a mudança deve acrescentar mais de 1,7 mil assentos na rota semanalmente, um aumento de 63%. Hoje o voo vai de Addis Abeba para Guarulhos e termina em Buenos Aires, mas chegou a ter uma escala no Rio de Janeiro em umas das “pernas”.

Primeiro 787

A troca de equipamento, embora positiva em alguns aspectos, significa a saída do primeiro Boeing 787 a operar no Brasil. O moderno jato estreou no país em meados de 2013, nos seus primeiros meses em operação e que foram marcados por problemas técnicos que fizeram a aeronave ser retida em solo algumas vezes.

A capital da Etiópia fica localizada no leste da África, a cerca de 12 horas e meia de voo de São Paulo. Ou seja, é um voo um pouco mais curto que os operados pelas rivais do Oriente Médio, mas também oferece conexões para o extremo da Ásia assim como para Europa, entre outros.

Veja também: Companhias aéreas africanas aumentam presença no Brasil

Ethiopian Airlines: companhia foi pioneira em trazer o 787 para o Brasil (byeangel)

 

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Júlio Cordeiro
Júlio Cordeiro
4 anos atrás

Outra vantagem foi tirarem a escala em Lome, no Togo, que realmente não fazia muito sentido.

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