A Administração Federal de Aviação (FAA), dos EUA, propôs uma nova diretriz de aeronavegabilidade que exige inspeções nas instalações dos assentos de passageiros em 453 jatos Boeing 737 MAX após identificar que alguns conjuntos de assentos podem não ter sido devidamente fixados aos trilhos do piso da cabine.
A proposta se aplica a determinados aviões 737 MAX 8, MAX 9 e MAX 8200. Não se trata de uma diretriz de segurança emergencial e não implica na paralisação de nenhuma aeronave. Em vez disso, a FAA abriu um período de consulta pública até 10 de setembro antes de decidir se emitirá uma diretriz de aeronavegabilidade definitiva.
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Segundo a agência, o problema envolve os pinos de cisalhamento do encaixe traseiro, que podem não ter sido totalmente abaixados e engatados nos trilhos dos assentos durante a instalação. Um conjunto de assento instalado nessas condições pode se soltar se submetido a cargas elevadas, turbulência severa ou em um pouso de emergência.
A FAA alertou que um assento de passageiro solto pode ferir ocupantes durante um pouso de emergência ou bloquear o corredor, atrasando a evacuação da aeronave.
A diretriz proposta segue o Boletim de Requisitos de Atenção Especial da Boeing 737-25-1927 RB, emitido em dezembro de 2025 após o fabricante identificar o problema de instalação.

Caso a diretriz seja adotada, as companhias aéreas terão que inspecionar todos os conjuntos de assentos fixados nos trilhos das aeronaves afetadas e corrigir qualquer encaixe instalado de forma inadequada. A FAA estima que cada avião pode ter até 69 conjuntos de assentos que exigem inspeção.
A agência calcula que a inspeção levaria cerca de uma hora por conjunto de assento, com custo de mão de obra de US$ 85 (cerca de R$ 430). Caso seja necessário trabalho corretivo, isso acrescentaria mais uma hora de mão de obra por assento afetado. A Boeing informou à FAA que parte ou todos os custos podem ser cobertos pela garantia.
A FAA afirmou que determinou que a condição provavelmente existe ou pode se desenvolver em outras aeronaves do mesmo projeto, o que motivou a proposta de regulamentação em vez de uma ação restrita a aviões individuais.



