Os drones Heron I podem permanecer voando por mais de 40 horas (FAB)

A Aviação de Patrulha da Força Aérea Brasileira (FAB) ganhou um importante reforço. O Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1°/7° GAV) – Esquadrão Orungan -, com sede na base aérea de Santa Cruz (Ala 12), no Rio de Janeiro, incorporou recentemente duas unidades do Heron I, aeronaves remotamente pilotadas que antes eram operadas pela Polícia Federal.

Os aparelhos fabricados pela Israel Aeroespace Industries (IAI) foram designados na FAB como RQ-1150 e serão operados pela nova Esquadrilha IVR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) do Esquadrão Orungan, que é uma das unidades mais antigas da FAB, ativada em 1947.

Os drones vão incrementar o trabalho de vigilância aérea do Esquadrão Orungan, que opera os turboélices de patrulha marítima Lockheed P-3 Orion, a versão militar do clássico Electra II.

“A criação de uma Esquadrilha IVR no 1º/7º GAV trará desenvolvimento do Esquadrão nessa vertente do emprego. O compartilhamento de expertises com os Oficiais e Graduados oriundos da Aviação de Reconhecimento poderá representar, inclusive, uma melhor utilização dos sensores aeroembarcados na aeronave P-3 Orion, incrementando a capacidade do Esquadrão na obtenção e interpretação de imagens, bem como auxiliando a confecção dos relatórios oriundos das missões realizadas pela Unidade”, informou a FAB.

A transferência dos Heron I da Polícia Federal para a FAB foi iniciada em janeiro de 2019. O primeiro voo do drone com as insígnias da força aérea foi realizado em novembro do ano passado, a partir da base aérea de Santa Cruz.

Os RQ-1150 vão apoiar o trabalho de vigilância dos P-3 Orion do Esquadrão Orungan (FAB)

Desenvolvido pela IAI no início dos anos 1990, o Heron acumula mais 400 mil horas de voo em serviço com mais de 20 clientes ao redor do mundo. Segundo dados do fabricante, o veículo aéreo não tripulado pode permanecer voando por mais de 45 horas e alcançar até 35.000 pés de altitude (10.668 metros).

As aeronaves não tripuladas foram adquiridas pela PF em 2009 por R$ 27,9 milhões para atuar em missões de vigilância contra o narcotráfico, principalmente nas regiões de fronteiras.

Com a introdução do Heron, a FAB agora opera três modelos de drones de vigilância. Os outros aparelhos são o Hermes 450 (quatro unidades) e o Hermes 900 (uma unidade), ambos fornecidos pela fabricante israelense Elbit.

Os drones da FAB: Hermes 900 e Hermes 450 são fabricados pela israelense Elbit

Os drones da FAB: os modelos Hermes 900 e Hermes 450 são fabricados pela israelense Elbit

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