FAB recebe novo avião para “calibrar” aeroportos

Legacy 500 com antenas e equipamentos especiais vai inspecionar o tráfego aéreo brasileiro
Não parece, mas esse Legacy tem 14 antenas escondidas pela fuselagem e as asas (DECEA)
Não parece, mas esse Legacy tem 14 antenas escondidas pela fuselagem e as asas (DECEA)
Não parece, mas esse Legacy tem 14 antenas escondidas pela fuselagem e as asas (DECEA)
Não parece, mas esse Legacy tem 14 antenas escondidas pela fuselagem e as asas (DECEA)

A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu nesta sexta-feira (23) o primeiro jato Legacy 500, denominado IU-50, aeronave que será responsável por medir, aferir e calibrar equipamentos auxiliares à navegação aérea instalados em aeroportos de todo o Brasil.

O avião da Embraer com equipamentos especiais será operado pelo Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), uma unidade do Departamento de Controle do Espaço Aérea (DECEA), baseado na área militar do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ).

O primeiro IU-50, que a FAB chama de “aeronave laboratório”, faz parte do projeto I-X, iniciado em 2015, para substituição dos veteranos IC-95, baseados no turbo-hélice Embraer Bandeirante. O GEIV ainda vai receber outro Legacy 500 em dezembro deste ano e outras quatro aeronaves serão entregues ao grupo até o final de 2020, informou o DECEA.

Aeronave laboratório

O Legacy convertido para inspeção aérea possui 14 antenas na parte externa, além das já existentes, e uma câmera de alta resolução. A aeronave pode analisar as capacidades e condições dos radares pelo Brasil ou encontrar fontes de interferência nos serviços de comunicação e navegação, como rádios piratas.

Batismo do primeiro IU-50, na base do GEIV, no Rio de Janeiro (DECEA)
Batismo do primeiro IU-50, na base do GEIV, no Rio de Janeiro (DECEA)

Com explica o DECEA, o processo de reaparelhamento proporciona um salto na qualidade e nas possibilidades da inspeção em voo no Brasil, em virtude da implantação do “Programa Sirius” no espaço aéreo nacional. O projeto faz parte de uma série de soluções estratégicas para melhorar e gerenciar o espaço aéreo brasileiro, associado às necessidades do meio ambiente.

Com o Legacy 500, o DECEA afirma que as novas aeronaves do GEIV vão tornar os serviços de apoio à navegação aérea mais seguros, com sistemas de maior precisão e confiabilidade. O grupo ainda destaca a facilidade de operação do jato, o único do mundo em seu porte com tecnologia “fly by wire”, controle das superfícies móveis de comando da aeronave por intermédio de pulsos elétricos. O IU-50 alcança 800 km/h e tem autonomia de 5.600 km.

O IC-95 Bandeirante foi utilizado pelo GEIV durante 32 anos (FAB)
O IC-95 Bandeirante foi utilizado pelo GEIV durante 32 anos (FAB)

Veja mais: Embraer nega venda de divisão Defesa & Segurança

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  1. Poderia vir no aeroporto municipal de Lins SP fazer vários voos sobre o aeroporto de Lins interior de São Paulo.

  2. Me fascina muito a EMBRAER pela sua tecnologia. Torço por ela pra que sempre cresça, e se torne a maior Empresa do Brasil.

  3. Gastos desnecessário, vez que tantos boeings e airbus voando podiam muito bem pegar os dados destas e fazer todas as calibrações.
    pura viadagem..ops quer dizer vaidagem!!

  4. Nossos governantes são irresponsáveis, não tinhamos aviões para aferir equipamentos de aeroportos, agora temos um super avião para aferir aeroportos operando com equipamentos ultrapassados. Vergonha.

  5. Fabiano, vc deveria se inteirar sobre o que vem a ser “Inspeção em Voo”, antes de falar besteira.
    A aeronave laboratório possui equipamentos embarcados específicos para essa atividade, tripulação que analisa os dados e conduz o voo, realizando padrões específicos para cada tipo de equipamento avaliado.
    As inspeções são realizadas com passagens baixas, arremetidas, cruzamentos e até aproximações na contra-mão… o que seria impossível de ser realizado por aeronaves comerciais.
    Fica a dica: leia sobre os assuntos antes de escrever sobre eles.

  6. Quanta opinião tola!
    O Bandeirante é um avião de sucesso. Sua idade demonstra sua robustez. Já voei várias vezes nele, até recentemente, e não tenho medo de continuar a voar. Porém está se tornando obsoleto para a missão de inspeção em voo nos aeródromos de maior capacidade tecnológica e com maior movimento de aeronaves. Suponho que continuará em inspeção nos locais menos exigentes e em aeródromos que ainda demandam aeronaves “pau para toda a obra”, como ele é, até que toda a frota do GEIV seja substituída pelo Legacy.
    O Bandeirante é um projeto e produto da EMBRAER, bem como o Legacy 500.
    Em termos de inovação aeronáutica e produção de aeronaves, o Brasil não está atrasado. Pelo contrário, é um dos expoentes mundiais. Podemos nos orgulhar disso. A EMBRAER é uma gigante em grande evolução desde o tempo do Governo Militar Brasileiro, conceituadíssima no cenário internacional.
    Quanto ao equipamento dos aeroportos, sua qualidade, capacidade e manutenção estão no nível da exigência internacional. Quem diz que o sistema está ultrapassado e fala mal da navegação aérea no Brasil está prestando um desserviço à nação, que pode se orgulhar da sua capacidade aeronáutica.
    Finalizando, nesse ramo não existe viadagem nem vadiagem. Quem fala isso em público deveria ter mais vergonha na cara e começar logo a fazer o seu papel de cidadão brasileiro, trabalhando pela Nação e não apenas pelo seu umbigo.

  7. Concordo com Hermógenes!

    Temos que deixar essa síndrome de vira-latas de lado! O Brasil é soberano em muitas áreas, não só na aeronáutica. Nossas escolas de engenharia estão entre as melhores do mundo, vide ITA e IME.
    Parabéns ao site, sempre com ótimas reportagens!
    Eu tenho orgulho de ser brasileiro!

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