Guerra na Ucrânia pode estimular vendas do Embraer KC-390

Presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto ressaltou que a fabricante tem várias campanhas de vendas do KC-390 Millennium em andamento
Jatos KC-390 de Portugal e do Brasil reunidos no Paris Air Show 2023 (Ricardo Meier)

A guerra entre a Ucrânia e a Rússia é um fator que está levando muitas nações ao redor do mundo, especialmente na Europa, a repensarem seus inventários militares. Este cenário, embora preocupante na esfera geopolítica, pode gerar oportunidades para a Embraer Defesa e Segurança.

Questionado pela AIRWAY em teleconferência nesta segunda-feira (14) sobre as expectativas da fabricante em relação a novas vendas do KC-390 Millennium, Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, citou o conflito no leste europeu como um motivo que pode influenciar no surgimento de mais clientes para a aeronave multimissão fabricada no Brasil.

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“Temos varias campanhas [de vendas em andamento] para o KC-390, até como resultado do conflito na Europa. Muitos países estão demonstrando interesse no KC-390”, respondeu Gomes Neto, mas sem revelar quais são as nações interessadas no Millennium. No entanto, há pistas pelo caminho que indicam quais podem ser os países que desejam o avião brasileiro.

Em maio deste ano, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado, apontou que havia “conversações bastante avançadas” sobre a venda do KC-390 para pelo menos oito países: África do Sul, Áustria, Coreia do Sul, Egito, Índia, República Tcheca, Ruanda e Suécia.

O KC-390 estreou com a Força Aérea Brasileira em 2019; próximo operador será Portugal (Embraer)

Em serviço desde 2019 com a Força Aérea Brasileira (FAB), que encomendou 19 aeronaves (e já recebeu seis aparelhos), o KC-390 também tem pedidos firmes de Portugal (cinco unidades) e da Hungria (duas unidades). Outro país que selecionou o avião militar da Embraer foi a Holanda, mas o contrato de compra ainda não foi selado.

Sobre o acordo com os holandeses, o presidente da Embraer comentou: “Nossa expectativa é concluir o contrato com a Holanda ainda neste ano, no Q4 [quarto trimestre]”. A força aérea holandesa planeja a compra de cinco exemplares do KC-390, que foi escolhido no país para substituir a antiga frota de turboélices C-130 Hercules da Lockheed Martin.

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  1. Aumentar as vendas?
    Do jeito que o nosso “ilustríssimo” está apoiando a Rússia é mais fácil colocarem o Brasil na geladeira.

  2. O KC390 deveria ser equipado com uma versão militar do GTF da P&W para aumentar a autonomia de vôo. Ops, confiabilidade e disponibilidade? Foi mal… Mas dessa acho que todos lembram, mé?

  3. Quem vai querer comprar de um país totalmente na contramão da geopolitica???

    Bozo e Lula apoiando Putin, em nome do “agro é pop”.

  4. Enquanto um país como a Ucrânia vive a violência, mortes, aniquilação de cidades e famílias e todos os terrores possiveis, existem pessoas que lucram e acham natural a guerra. O lema é, vamos lucrar com a miséria e sofrimento das pessoas vendendo armas e equipamentos. Isso chama se “SER HUMANO”

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