Igual ao do Brasil: SAAB oferece 114 caças Gripen à Força Aérea da Índia

Fabricante sueca respondeu ao pedido de proposta da Índia sobre o Gripen E
Caças Gripen E da Suécia e do Brasil
Caças Gripen E da Suécia e do Brasil; os dois países são por ora os únicos clientes do jato (Saab)

Enquanto o interesse da Força Aérea Indiana (IAF, na sigla em inglês) no Embraer KC-390 Millennium se intensifica, a Saab também quer fechar um grande contrato com Nova Déli. A fabricante sueca informou pelas redes sociais ontem (28) que ofereceu 114 caças Gripen à IAF.

A oferta de aeronaves foi uma resposta da empresa sueca ao pedido de proposta da Índia sobre o Gripen E, que é igual ao avião de combate mais recente da Força Aérea Brasileira (FAB).

Promovendo seu produto, a Saab diz que com o Gripen E “a Índia terá capacidade aérea de combate de última geração e disponibilidade de classe mundial pronta para enfrentar qualquer ameaça, a qualquer, em qualquer lugar, de qualquer local disperso”.

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O programa de aquisição de caças da Índia é o MRFA (Medium Multirole Fighter Aircraft/avião de combate médio multifuncional). A procuração, que pede especificamente 114 aeronaves, tem como objetivo compensar a redução de esquadrões da IAF prontos para ação devido à desativação de aeronaves mais antigas.

O MRFA é uma reformulação do programa MMRCA (Aeronave Média de Combate Multifuncional) lançado há uma década e que foi vencido pelo Dassault Rafale. Inicialmente, era prevista a aquisição de 126 caças franceses, mas o contrato foi revisto e o pedido foi reduzido para 36 aviões – que já foram todos entregues. Na época, a IAF também avaliou as propostas envolvendo o MiG-35, Lockheed Martin F-16V, Boeing F/A-18E/F, Eurofighter Typhoon e o Saab Gripen E.

Caça Gripen E decola de Navegantes; FAB encomendou 40 aeronaves (Saab/João Paulo Moralez)

Com as mudanças recentes implementadas na Índia, por influência das iniciativas governamentais “Make in India” e “Índia autossuficiente”, foram adotados novos procedimentos de aquisição de equipamentos militares no país. Um deles é o estabelecimento de instalações de montagem no país viabilizadas por empresas estrangeiras em parceria com nomes da industria local, incluindo ainda transferência de tecnologia – semelhante ao que a Saab fez no Brasil.

A Força Aérea Indiana tem hoje uma diversificada frota de caças oriundos de diferentes partes do mundo. Além do HAL Tejas produzido no país, a IAF também opera os jatos franceses Dassault Rafale e Mirage 2000, o anglo-francês SEPECAT Jaguar e os russos Su-30, MiG-21 e MiG-29.

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