Israel se opõe a venda de caças F-35 aos Emirados Árabes Unidos

Primeiro ministro de Israel pressiona os EUA para não vender equipamentos bélicos a nações do Oriente Médio
(IAF)
Israel foi o primeiro operador a usar seus F-35 em combate contra posições da Síria (IAF)

O governo de Israel declarou categoricamente sua oposição à venda de caças Lockheed Martin para os Emirados Árabes Unidos, embora os dois países tenham reatado recentemente suas relações diplomáticas ao assinar um acordo de paz intermediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

“O acordo de paz histórico entre Israel e os Emirados Árabes Unidos não incluiu o consentimento de Israel a qualquer acordo de armas entre os Estados Unidos e os Emirados Árabes Unidos”, disse o gabinete do primeiro-ministro de Israel.

Os EUA começaram a negociar a venda de caças F-35 ao Emirados Árabes Unidos em 2017. No entanto, o primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu se apôs à negociação das aeronaves e outros armamentos avançados para qualquer nação do Oriente Médio, incluindo países árabes que têm acordos de paz com Israel.

“O acordo de paz com os Emirados Árabes Unidos não inclui nenhuma referência à venda de armas e os Estados Unidos deixaram claro que sempre tomarão o cuidado estrito para manter a vantagem qualitativa de Israel”, informou o gabinete de Netanyahu.

Israel é o maior operador de equipamentos bélicos dos EUA e o único operador do F-35 no Oriente Médio. Segundo dados de frota da Cirium, a força aérea israelense opera atualmente 21 caças F-35A, nomeados no país como “Adir”, e tem compromissos para adquirir mais 23 unidades.

A força aérea dos Emirados Árabes Unidos possui atualmente um inventário com cerca de 140 caças, divididos em esquadrões com modelos Dassault Mirage 2000 e Lockheed Martin F-16.

A força aérea dos Emirados Árabes Unidos conta com 77 exemplares do F-16 nas versões E e F (USAF)

Veja mais: Quais aeronaves faltam nas forças armadas do Brasil?

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