Um jato Embraer E195-E2 da Porter Airlines retornou ao terminal antes da decolagem depois que uma criança pequena se recusou repetidamente a permanecer sentada com o cinto de segurança afivelado, o que forçou o cancelamento do voo noturno de Victoria para Toronto, no Canadá.

Segundo dados do FlightRadar24, o voo PD444 (POE444) iniciou o taxiamento no Aeroporto Internacional de Victoria (YYJ), mas retornou ao portão cerca de 38 minutos depois, sem decolar. A aeronave envolvida era o E195-E2 C-GKQO (MSN 19020075).

A Porter informou que a criança se levantava do assento repetidamente e não aceitava afivelar o cinto de segurança, apesar das tentativas tanto do responsável quanto da tripulação de cabine para resolver a situação.

“A aeronave não poderia decolar nessas condições inseguras, por isso a tripulação decidiu retornar ao terminal e desembarcar os dois passageiros”, afirmou a companhia aérea.

A aeronave teve que retornar ao portão 38 minutos depois
A aeronave teve que retornar ao portão 38 minutos depois | FlightRadar24

O atraso foi significativo porque o Aeroporto Internacional de Victoria fecha sua pista durante a madrugada. Após o retorno ao portão, a família foi desembarcada, as bagagens retiradas e o planejamento do voo reiniciado, mas não houve tempo suficiente para decolar antes do fechamento da pista às 0h30. O voo foi cancelado e os passageiros foram reacomodados para o dia seguinte.

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De acordo com as normas de segurança da aviação, todos os passageiros devem permanecer sentados com os cintos afivelados durante o taxiamento, decolagem e pouso. As tripulações não podem autorizar a partida enquanto um passageiro não cumpre essas instruções, independentemente da idade.

Um passageiro relatou à imprensa canadense que a criança parecia assustada, e não indisciplinada, tentando se esconder debaixo do assento em vez de permanecer afivelada. O passageiro também disse que os comissários comentaram nunca terem enfrentado uma situação em que uma criança se recusasse a cumprir as instruções por tanto tempo.

O caso gerou debate no Canadá sobre como as companhias aéreas devem lidar com situações semelhantes envolvendo crianças pequenas. A Porter não informou se oferecerá compensação aos passageiros que tiveram a viagem atrasada.