Lockheed apresenta o LMXT, um Airbus A330 ‘tanque’ para a USAF

Aeronave, baseada na versão MRTT, é a proposta das duas fabricantes para a concorrência KC-Y, voltada a substituir os KC-135 no papel de reabastecimento aéreo
Lockheed Martin LMXT, a proposta para o programa KC-Y da USAF

A Lockheed Martin apresentou na sexta-feira (17) o LMXT, avião tanque proposto para o programa KC-Y da Força Aérea dos EUA (USAF). Trata-se de uma concorrência que visa subsituir a frota de KC-135 remanescente por um novo avião de reabastecimento aéreo a partir de 2029.

O LMXT nada mais é que um MRTT revisado, variante militar do Airbus A330-200 e que já participou de outra concorrência do gênero na USAF. Em 2008, a fabricante europeia chegou a vender o programa KC-X em parceria com a Northrop Grumman. No entanto, a Boeing conseguiu cancelar a licitação na Justiça, que foi relançada com a vitória do KC-46A em 2011.

Agora a Lockheed aposta numa estratégia “americana” que envolve a produção do LMXT nos EUA e com ênfase na sua liderança no programa, a despeito de a aeronave pertencer à Airbus.

O LMXT será uma variante aperfeiçoada do MRTT, um jato de transporte e reabastecimento aéreo que possui atualmente 13 clientes e 61 aeronaves encomendadas.

Maior que o KC-46 (por sua vez, baseado no Boeing 767-200 cargueiro), o LMXT poderá transportar até 123 toneladas de combustível contra pouco mais de 96 toneladas do jato da Boeing, e que deve participar do programa KC-Y.

De fato, o MRTT é uma aeronave que já é certificada para reabastecer em voo vários aviões da USAF como o F-35A, F-22, F-16, A-10, B1-B, C-17, E-3, E-7, F-15 e o P-8A.

Além disso, a Airbus possui um sistema de reabastecimento aéreo por lança totalmente automático chamado de A3R, algo que a Boeing ainda está desenvolvendo.

Jato KC-46A fornecido pela Boeing (USAF)

Adversário difícil

Apesar da vantagem técnica e de uma possível montagem na fábrica da Airbus em Mobile, nos EUA, o LMXT enfrentará um concorrente que já está em uso pela USAF, ou seja, já é uma aeronave conhecida e sobretudo, produzida há muitos anos no país – e cuja força de trabalha anda em baixa com a queda nos pedidos de aviões comerciais.

Por outro lado, o desenvolvimento do KC-46 tem sido tão atribulado que não se sabe ao certo se a Força Aérea ainda confia em obter um desempenho satisfatório da aeronave. Espera-se que o governo americano dê início às avaliações de propostas no ano que vem.

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