Marinha do Brasil faz primeiro lançamento do “drone” ScanEagle

Aeronaves remotamente pilotadas serão usadas em missões de reconhecimento, vigilância e busca e salvamento a partir de navios
O primeiro drone ScanEagle da Marinha (MB)

A Marinha do Brasil realizou nesta semana o primeiro lançamento da aeronave ScanEagle, um “drone” de vigilância e reconhecimento fornecido pela Insitu, subsidiária da Boeing.

O veículo não tripulado foi recebido no país em março e teve o primeiro teste realizado pela Marinha na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro.

Para operar o SARP-E (Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada Embarcada), a Marinha criou em 2021 o 1º Esquadrão de Aeronaves Remotamente Pilotadas de Esclarecimento (EsqdQE-1), que é subordinado ao Comando da Força Aeronaval.

O ScanEagle foi desenvolvido no início da década passada a pedido dos Fuzileiros Navais dos EUA, que utilizam a aeronave desde 2004. De peso leve e dimensões compactas, o veículo é lançado por uma catapulta e recolhido por meio de um mecanismo de um gancho aéreo.

Ele possui uma envergadura de 3,1 metros, comprimento de 1,67 m e peso máximo de decolagem de 23,4 kg. A carga paga máxima é de 3,4 kg e o ScanEagle pode permanecer em voo por até 20 horas e atingir uma altitude de 19.500 pés (5.943 metros).

O raio de ação máximo é de 100 km, dependendo do tipo de antena utilizada e o link do centro de controle. A velocidade de cruzeiro da aeronave é de cerca de 110 km/h.

A meta da Marinha é ampliar a capacidade de suas embarcações em missões de reconhecimento, vigilância e busca e salvamento. A princípio, a força adquiriu cinco sistemas junto à fabricante.

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