Norwegian Air corta voos de longa distância e inicia devolução de jatos 787

Duramente abalada pela pandemia, empresa passará a operar somente voos curtos pela Europa
Boeing 787 - Norwegian Air
Boeing 787 – Norwegian Air

A companhia aérea de baixo custo Norwegian Air anunciou na quinta-feira (14) que encerrará todas as operações de longa distância para concentrar seus esforços em viagens curtas pela Europa. O grupo sediada na Noruega também informou que passará a voar somente com jatos Boeing 737 e confirmou a devolução de todos os modelos 787 Dreamliner aos locadores.

A mudança de estratégia ocorre dias após a companhia relatar uma redução de 94% no número de passageiros transportados e uma queda de 98% na receita de passageiros-quilômetros (RPK) durante o mês de dezembro, quando operou com apenas nove aviões.

“Nessas circunstâncias, uma operação de longo curso não é viável para a Norwegian e essas operações não continuarão. A Norwegian continuará avaliando oportunidades lucrativas conforme o mundo se adapta e se recupera do impacto da Covid-19″, informou a empresa em comunicado. 

Em função da crise gerada pela pandemia, a Norwegian Air estacionou toda a sua frota de jatos Boeing 787 em março do ano passado. A empresa chegou a operar 37 unidades do moderno birreator da Boeing nas versões 787-8 e 787-9. O aparelho servia, por exemplo, na rota entre Londres e Rio de Janeiro, que acabou suspensa em 2020 devido a baixa demanda de passageiros.

“Nossa rede de curta distância sempre foi a espinha dorsal da Norwegian e formará a base de um futuro modelo de negócios resiliente”, disse o CEO da Norweigian, Jacob Schram.

O novo plano de negócios da companhia para este ano prevê a operação com cerca de 50 aeronaves. Em 2022, esse número deve subir para 70 aviões. A Norwegian também iniciou recentemente negociações com o governo da Noruega sobre uma possível participação do Estado no quadro de acionistas da empresa.

Em novembro, a Norwegian iniciou o equivalente a um processo de falência na Irlanda depois de o governo norueguês não prestar apoio financeiro a empresa em dificuldades. A companhia escolheu mover a ação em tribunais irlandeses pois é naquele país que seus aviões são registrados, em parte porque a Noruega não é membro da União Europeia.

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